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PMs faziam segurança de traficantes do CV e escolta até para ida ao hospital, diz PF

Os policiais militares presos pela Polícia Federal por envolvimento com grupos criminosos no Rio de Janeiro atuavam como seguranças de traficantes. De acordo com as investigações, os PMs chegaram a escoltar um criminoso a uma consulta médica.

A terceira fase da Operação Anomalia foi deflagrada nesta quarta-feira, 11. Segundo a PF, o grupo de policiais trabalhava na segurança do traficante Gabriel Dias de Oliveira, o Índio.

Agentes da Polícia Federal, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar do Rio, cumpriram sete mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Nilópolis. De acordo com a PF, os PMs presos são suspeitos de atuarem como seguranças ou de vazarem informações para o crime organizado.

O Supremo Tribunal Federal também determinou o afastamento imediato das funções públicas de todos os investigados, além da quebra do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos.

A investigação aponta que os policiais militares investigados usavam as prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado.

“A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito”, informou a corporação.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Delegados, advogados e ex-secretário do Rio

Na terça, 10, a operação prendeu os policiais civis Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus, além do delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves. Também é citado nas investigações Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, apontado como traficante e que já estava preso.

O Estadão busca contato com as defesas. O espaço está aberto.

Na segunda, 9, na primeira etapa da ‘Anomalia’, a Polícia Federal prendeu o delegado da corporação no Rio, Fabrizio Romano, e o ex-secretário estadual de Esportes, Alessandro Pitombeira Carracena, suspeitos de vender influência política ao crime organizado.

Segundo a PF, o grupo atuava na negociação de vantagens indevidas para favorecer os interesses de um proeminente traficante internacional de drogas baseado no Rio de Janeiro.

Carracena já havia sido preso no ano passado ao lado do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias (MDB), e, de acordo com as investigações, teria recebido mais de R$ 90 mil do Comando Vermelho.

Estadão Conteudo

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