O senador Wellington Fagundes (PL) e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) trocaram críticas nesta quinta-feira (20), durante o encontro “Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso”, promovido pela Aprosoja-MT. Enquanto Pivetta reforçou o compromisso de não reeditar o FETHAB 2, Fagundes voltou a questionar a elegibilidade do governador e afirmou que ele disputa a eleição sub judice.
Ao defender a manutenção da decisão de não reeditar o FETHAB 2, Pivetta aproveitou a presença de Fagundes no evento para criticá-lo pela atuação no Congresso Nacional. O governador afirmou que legisladores contribuíram, ao longo de décadas, para a criação de uma burocracia excessiva que dificulta a atividade dos empreendedores.
“Já me manifestei um tempo atrás e assumi o compromisso de não reeditar o FETHAB 2. Só para lembrar: nos últimos sete anos, em MT fizemos o maior ciclo de investimentos da história. Enquanto isso, em Brasília, os legisladores há 35 anos impõem essa burocracia; esse cipoal que é o sistema brasileiro para qualquer empreendedor. São os legisladores que fizeram isso e um deles está aqui [Wellington Fagundes]”, afirmou Pivetta. A fala foi recebida com aplausos pelos participantes.
O governador também afirmou que o Estado conseguiu equilibrar as contas sem precisar alterar o FETHAB 2 e sustentou que a atual situação financeira permite a realização de investimentos sem aumento de impostos. Segundo Pivetta, Mato Grosso passou de uma situação de dificuldades financeiras para um cenário de maior capacidade de investimento.
Na sequência, Fagundes voltou a atacar a candidatura de Pivetta e afirmou que a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), que negou pedido liminar para impedir o uso de recursos do fundo eleitoral, não encerrou a discussão sobre a elegibilidade do governador. “Eu estou afirmando, a nossa coligação, que ele é ficha suja. O Tribunal de Contas rejeitou as contas dele como prefeito, porque comprou ambulâncias da ‘máfia da sanguessuga’. E essa decisão é do Tribunal de Contas da União”, declarou.
O senador também citou a disputa pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde em 2016, quando Pivetta teve a candidatura questionada judicialmente. “Ele foi candidato a prefeito e foi impugnado, concorreu sub judice e perdeu a eleição. Hoje ele está impugnado e vai concorrer sub judice”, afirmou. Fagundes ainda negou que a decisão do TRE-MT tenha representado uma vitória de Pivetta, ressaltando que o mérito da impugnação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.
Além da troca de acusações, Pivetta apresentou uma das propostas que pretende priorizar caso seja reeleito: a construção de 60 mil novas moradias. O governador afirmou que encaminhou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) um pedido de financiamento de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para viabilizar o programa. “Identificamos que a maior necessidade que MT tem hoje é continuar desenvolvendo moradia. Encaminhamos à ALMT o pedido de financiamento de R$ 1,5 bilhão que vai viabilizar 60 mil novas moradias”, completou.


