Nesta quinta-feira (9 de abril de 2026), em entrevista ao Jornal da Verde FM, o governador Otaviano Pivetta oficializou uma mudança de paradigma na estrutura do Governo de Mato Grosso. Ao dobrar o número de mulheres à frente de secretarias de Estado, o gestor sinaliza que a “vocação” feminina — tradicionalmente ligada à execução na ponta (saúde e educação) — agora assume as rédeas da estratégia e da força.
A Nova Configuração do Gabinete
Até então, o governo contava com nomes consolidados como Laice Souza (Comunicação), Mauren Lazzaretti (Sema) e Andréia Fujioka (Seaf). A nova fase traz mulheres para o núcleo duro da administração, incluindo áreas historicamente dominadas por homens:
| Pasta / Órgão | Titular | Perfil |
| Segurança Pública (Sesp) | Coronel Suzane Tamanho | Operacional e Estratégico |
| Educação (Seduc) | Flávia Emanuelle | Técnica e Pedagógica |
| Desenvolvimento Econômico (Sedec) | Mayran Beckman | Gestão de Fomento e Crédito |
| Gabinete Militar | Sargento Adriana Rodrigues | Inédito: Primeira mulher na função |
O Embasamento nos Números
Para Pivetta, a decisão não é um aceno político, mas uma leitura lógica da realidade do funcionalismo público. Dos 76 mil servidores ativos em Mato Grosso, 46 mil são mulheres.
“Precisamos tornar isso prático e costumeiro e dar poder a quem é extremamente competente. Foram nomeadas por merecimento”, defendeu o governador.
O “Modelo Lucas” em Escala Estadual
O governador relembrou seus tempos como prefeito de Lucas do Rio Verde, onde 75% da força de trabalho já era feminina. Para ele, a transição para cargos de comando é um movimento “natural” de reconhecimento de quem já sustenta as áreas mais sensíveis do Estado.
Com as atenções voltadas agora para os anúncios pendentes da Seciteci (Ciência e Tecnologia) e da Sermat (Brasília), Pivetta prepara-se para fechar a semana com uma das equipes de governo tecnicamente mais robustas e representativas da história de Mato Grosso.



