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Petróleo fecha em alta, com risco geopolítico e sinais de redução das compras de óleo russo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, 9, com o mercado reintroduzindo prêmios de risco geopolítico diante das incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã e de sinais de possível aperto na oferta global. Também pesaram no movimento as indicações de redução das compras indianas de petróleo russo e a cautela em relação a fluxos futuros de exportação de grandes produtores.

O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 1,27% (US$ 0,81), a US$ 64,36 o barril. Já o Brent para abril negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE) avançou 1,46% (US$ 0,99), a US$ 69,04 o barril.

Declarações de autoridades iranianas indicando que uma eventual diluição do urânio enriquecido a 60% estaria condicionada à suspensão integral das sanções mantiveram o tema das negociações entre EUA e Irã no radar do mercado.

Segundo analistas do ING, apesar da retomada das conversas após reuniões indiretas em Omã, ainda há elevada incerteza sobre o formato e o cronograma de um eventual acordo, o que limita uma retirada mais consistente do prêmio de risco geopolítico. Para o banco, esse ambiente tem levado investidores a evitar apostas agressivas na queda do petróleo, sustentando as cotações.

Dados de posicionamento citados pelo ING mostram que investidores especulativos ampliaram de forma expressiva as apostas altistas no Brent, principalmente por meio do fechamento de posições vendidas, levando as posições líquidas compradas ao maior nível desde abril de 2025. O movimento também se reflete no mercado de opções, onde cresce a demanda por proteção contra altas adicionais dos preços.

Neil Crosby, da Sparta Commodities, afirma que, embora parte dos prêmios geopolíticos tenha se dissipado recentemente, não há visibilidade de curto prazo sobre o desfecho das negociações com o Irã, o que mantém o mercado cauteloso.

O analista acrescenta que os investidores seguem atentos às compras indianas de petróleo russo, diante de sinais de maior pressão sobre esse fluxo, ainda que faltem declarações oficiais indicando uma ordem clara para redução das importações.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Estadão Conteudo

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