A eleição presidencial é um ponto de atenção este ano para a classe empresarial. A avaliação é do novo presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Jorge Cury. Para o setor imobiliário, a expectativa está concentrada na posição dos presidenciáveis em relação ao equilíbrio das contas públicas e também à segurança – que afeta o dia a dia nas cidades.
“Se na campanha eleitoral, os candidatos trouxerem a preocupação com o déficit fiscal e apontaram para uma tendência de estabilidade, isso já melhora o clima”, disse Cury, que também é presidente da construtora Trisul.
Em um ano que deve ser marcado por uma desaceleração nos lançamentos e nas vendas de imóveis na cidade de São Paulo, a principal expectativa dos empresários gira em torno da redução da Selic pelo Banco Central.
“O que mais chama atenção para este ano é a redução da taxa de juro esperada”, acrescentou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.
O presidente executivo do Secovi-SP, Ely Werthein, afirmou que o mercado imobiliário está sentindo o peso dos juros altos, que perdura há cerca de dois a três anos. “Não dá para imaginar que o mercado vai crescer sempre de forma exponencial. Talvez estejamos caminhando para uma estabilização”, ponderou.
Para este ano, também são esperados desafios do calendário, com um grande número de feriados e com a Copa do Mundo tirando a atenção dos consumidores dos estandes imobiliários.
Outra preocupação é com a aprovação da proposta do governo federal para proibir a escala de trabalho em 6 dias por 1. Se aprovado, isso levará as empresas a estenderem o tempo de duração das obras e repassar os custos para o preço final das moradias, disse Petrucci.


