O ministro da Defesa, Jaques Wagner, ao ser questionado sobre a posição do governo a respeito da prisão do ex-ministro José Dirceu, disse que as investigações da Operação Lava Jato seguem e que o país também segue, "com suas empresas e com a economia funcionando". Wagner falou com os jornalistas no fim da manhã desta segunda-feira (3), depois de participar de reunião da presidente Dilma Rousseff com a equipe de coordenação política.
Dirceu foi preso no início do dia, na 17ª fase da Operação Lava Jato. Wagner afirmou que a prisão do ex-ministro não foi discutida na reunião com Dilma. Ele disse ainda que o país precisa ter "dois canais paralelos". Um, o das investigações, e o outro do funcionamento de empresas e da economia.
"Eu vou me manter na posição de preocupação de que precisamos ter dois canais paralelos. As investigações seguem e o país também segue com suas empresas funcionando e com a economia funcionando. O ambiente é que a gente tem que tentar melhorar para estimular investidores e estimular a própria economia a crescer", disse Wagner.
O ministro disse que a preocupação maior dele é com o ambeinte de negócios e com um "certo grau de estabilidade" para que os investimentos no país ocorram "normalmente". Ele afirmou que essa preocupação não significa estar contra as investigações.
"Quando a gente fala isso aguns querem interpretar que a gente está contra. Não tem nada contra, até porque não tem como ser contra. A sequência da investigação vai ser dar, até que chegue aos tribunais últimos, e vai ter que ter um desfecho, porque tudo tem um desfecho", argumento Wagner.
"O que eu estou falando só é que a gente dorme e acorda sempre com uma notícia dessa. Então, do ponto de vista do ambiente de negócios, esta é minha preocupação maior. Se a gente está precisando de uma retomada, a gente precisa de um grau de estabilidade para que os investimentos ocorram normalmente", concluiu o ministro.
Fonte: G1

