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Pai, filha e genro de ‘Angeliquinha’ são presos por lavar R$ 20 milhões

​A Polícia Civil de Mato Grosso desferiu um golpe estratégico na logística financeira do Comando Vermelho no Norte do estado. Na manhã desta quinta-feira (5), uma operação focada no combate à lavagem de dinheiro resultou na prisão do núcleo familiar mais próximo de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como ‘Angeliquinha’. Foram detidos seu pai, Paulo Felizardo, sua filha, Kauany Beatriz, e o genro, Guilherme Laureth.

A Matemática da Lavagem

O que chamou a atenção dos investigadores não foi apenas o parentesco, mas a magnitude das transações. Em um período de apenas um ano e sete meses, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões. Segundo a Polícia Civil, os valores são berrantes e “totalmente incompatíveis” com qualquer ocupação lícita ou renda declarada pelos suspeitos, funcionando como um claro indício de que as contas bancárias serviam de passagem para o lucro do tráfico de drogas.

O Papel dos “Operadores”

Enquanto Angélica — condenada a mais de 250 anos de prisão por crimes que vão de homicídio a organização criminosa — segue foragida desde sua fuga da Penitenciária Ana Maria do Couto May em agosto de 2025, seu círculo íntimo mantinha a engrenagem girando.

  • Paulo Felizardo (Pai): Apontado como peça de confiança na gestão dos ativos.
  • Kauany e Guilherme (Filha e Genro): Suspeitos de atuar na linha de frente da operacionalização bancária e ocultação de bens.

Estratégia de Descapitalização

A prisão do trio faz parte de uma diretriz de inteligência que visa “asfixiar” as lideranças faccionadas por meio do bolso. Ao retirar de circulação os operadores financeiros, a polícia interrompe o fluxo de pagamentos, compra de armamentos e a manutenção da estrutura de fuga da líder.

​”A movimentação financeira é o DNA do crime organizado. Retirar o operador é tão importante quanto prender o executor”, destacam analistas da segurança pública.

​A operação segue em andamento para identificar se outros nomes ou empresas de fachada foram utilizados para pulverizar os R$ 20 milhões rastreados. O trio permanece à disposição da justiça, enquanto as buscas por ‘Angeliquinha’ continuam intensificadas em todo o estado.

Lucas Bellinello

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