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Pacientes são carregados até 3º andar da Santa Casa após elevador quebrar

 
A situação revoltou a dona de casa Neusa Eliana Ferreira Gonçalves, que viu a mãe, de 75 anos, ser carregada por enfermeiros, na quinta-feira (10). "Minha mãe foi fazer a cirurgia para a colocação de um marca-passo em uma cadeira de rodas. Desceu pela escada, com seis pessoas ajudando. Uma segurava o oxigênio e as outras a carregavam. Ela operou e voltou do mesmo jeito, após uma cirurgia no coração", reclamou Neusa.Havila Tavares Ferreira, mãe de Neusa, está internada em um quarto do terceiro andar, na ala destinada a pacientes com planos de saúde. A filha, que está de acompanhante, disse que constatou o problema assim que as duas deram entrada no hospital, na última quinta-feira (3).
 
"Minha mãe foi fazer uma chapa depois que fez a cirurgia. E teve que descer para o raio-x novamente de forma errada. Também vi uma senhora descer para fazer um ecocardiograma nas mesmas condições. Anteontem (quarta-feira), uma senhora teve ataque cardíaco e foi na maca para a UTI, que é no primeiro andar. Como um socorro pode ser feito no meio de uma escada?", questionou a acompanhante.
 
Problema antigo
Em maio, a idosa já havia passado pelo local, quando foi submetida a um cateterismo. "Nessa época, o elevador já apresentava problemas. Comigo, por exemplo, parou várias vezes fora do nível. Depois disseram que voltou a funcionar, até quebrar de vez", disse.
 
Esforço
A dona de casa ainda se solidarizou com o esforço dos funcionários. "Eu acho isso um absurdo. Eles correm o tempo todo, do térreo até o terceiro andar, para pegar remédios. Isso cinco, dez vezes, cansa demais. As copeiras sofrem levando a comida, o café e o chá da tarde na mão, tudo isso subindo escadas", observou.Neusa.
 
Santa Casa
O hospital atende 23 cidades da região, o que totaliza cerca de 700 mil habitantes. Emprega 500 funcionários ativos e 200 médicos.A entidade reconheceu que o elevador quebrou no último dia 2 e lamentou o desconforto causado. Disse também que o risco de paralisar os procedimentos nos pacientes seria maior do que o de transportá-los pelas escadas. 
 
Informou ainda que o modelo do elevador tem mais de 40 anos e não há peças de reposição compatíveis no mercado. O motor fundido foi enviado a uma retífica em Campinas (SP), mas voltou a apresentar problemas. O hospital reenviou a máquina ao conserto e espera solucionar o problema até a próxima segunda-feira (14).
 
Em um prazo de 60 dias, a Santa Casa ganhará um novo elevador, que foi encomedado após uma parceria com uma indústria da cidade. O hospital também anunciou recentemente um pacote de obras de ampliação orçado em R$ 27 milhões.
 
G1

Redação

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