Nacional

OAS pede recuperação judicial

A OAS, um das maiores e mais tradicionais construtoras do País, entrou com pedido de recuperação judicial nesta terça feira, 31. Alvo da Operação Lava Jato – investigação sobre desvios e propinas na Petrobrás – o grupo informou que venderá ativos para pagar dividas e capitalizar seu negócio principal, a construção pesada. Alguns de seus principais executivos estão presos em Curitiba, base da Lava Jato, entre eles José Aldemario Pinheiro, o Léo Pinheiro. Eles são formalmente acusados pela Procuradoria da República pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

A OAS, segundo a força­tarefa da Lava Jato, integrou durante quase uma década cartel de empreiteiras que assumiram o controle de contratos bilionários na Petrobrás. O pedido de recuperação, apresentado à Justiça de São Paulo, abarca nove de suas empresas. “A iniciativa foi o melhor caminho encontrado pelo Grupo para renegociar suas dívidas com credores e fornecedores diante da intensa restrição de crédito verificada desde o final do ano passado”, assinala nota divulgada pela OAS.

A OAS decidiu também que concentrará esforços “naquilo que é sua principal vocação, a construção pesada”. Segundo a OAS, “o setor de infraestrutura depende de financiamento intenso de capital para o desenvolvimento dos projetos que dão suporte ao crescimento econômico do País”. “Desde o inicio das investigações na Petrobrás, as instituições financeiras têm sistematicamente restringido o acesso das empresas aos recursos necessários para a manutenção das obras”, assinala a OAS.

Fonte: Terra

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Nacional

Comissão indeniza sete mulheres perseguidas pela ditadura

“As mulheres tiveram papel relevante na conquista democrática do país. Foram elas que constituíram os comitês femininos pela anistia, que
Nacional

Jovem do Distrito Federal representa o Brasil em reunião da ONU

Durante o encontro, os embaixadores vão trocar informações, experiências e visões sobre a situação do uso de drogas em seus