Jurídico

O médico Huark Correia era o ‘cabeça’ do esquema, afirma delegado

O esquema que tentou monopolizar serviços de saúde em Mato Grosso seria encabeçado pelo ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Correia. A afirmação é do delegado Lindomar Aparecido Tofoli, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz).

Huark Correia e mais seis foram presos na manhã desta terça-feira (18) na segunda fase da Operação Sangria e que investiga esquema que envolvia médiso e as empresas ProClin, Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar Ltda) e a Prox Participações. Huark é um dos sócios da empresa Proclin.

Segundo o delegado Lindomar Tofoli, o médico Huark Correia teria grande influência no grupo e a que usaria servidores para dificultar as investigações. O ex-secretário foi preso duas semanas após a polícia deflagrar a primeira fase da Operação Sangria. Em seguida ele pediu exoneração do cargo, o que foi aceito pelo prefeito Emanuel Pinheiro.

“Mesmo não estando mais na pasta, Huark tentava apagar provas. Fomos informados que documentos estavam sendo destruídos e que servidores estavam sendo coagidos e isso configura crime de obstrução à Justiça”, observou o delegado.

A investigação da Operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

Segundo a apuração, a organização mantém influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado, “fazendo o que bem entender, sem serem incomodados, em total prejuízo a população mais carente que depende da saúde pública para sobreviver, palavras da delegada Maria Alice Barros Martins Amorim, da Defaz.

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Redação

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