O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou nesta segunda-feira (25), que a obra do novo Pronto Socorro de Cuiabá, prevista para ser entregue no aniversário de 299 anos da cidade, será inaugurada apenas em abril de 2019, quando a Capital completa o tricentenário. De acordo com o anúncio, portanto, o espaço só poderá receber a população com um ano de atraso.
O novo Pronto-Socorro tem sido palco de uma série de discussões no âmbito político justamente em razão do atraso na entrega e pela falta de agilidade pela finalização do espaço. O canteiro começou a ter andamento em meados de 2015, ainda na gestão do ex-prefeito Mauro Mendes (DEM) e deveria ter sido entregue, inicialmente, em julho de 2017, conforme cronograma da Prefeitura de Cuiabá. No entanto, até este momento, a obra ainda não está 100% concluída.
Um dos impasses relacionado à unidade médica é quanto aos equipamentos, que receberam uma verba de R$ 82 milhões da bancada federal, em dezembro de 2016, para serem adquiridos. No entanto, o valor acabou revertido para o governo e ainda não foi repassado ao município para a finalidade principal.
Como justificativa ao atraso, o prefeito destacou a complexidade a obra e de aquisição de itens básicos para a estrutura do local. “Só de equipamentos são dificílimos, uns de pronta-entrega, outros de entrega com prazo médio ou longo prazo, sem contar o sistema de elevador que levou meses, quase seis meses, o sistema de ar condicionado que levou cerca de quatro meses, os geradores que levaram meses. É uma obra de grande escala”, pontuou.
Aluguel de equipamentos
O prefeito Emanuel Pinheiro aproveitou para esclarecer a polêmica a respeito do aluguel dos equipamentos. Entre as apresentações, o chefe do Executivo fez questão de observar que o aluguel de máquinas não é uma coisa nova na gestão da saúde e ressaltou que diversos dos itens do Pronto Socorro atual também são locados. A medida, segundo ele, evita gastos maiores.
“Eu vou manter terceirizado. Eu vou ser louco de comprar um aparelho de raio-x? Quebra esse aparelho, só para comprar a peça são dois meses. Tem que licitar, tem que vir do Rio de Janeiro, de São Paulo. Então tem que ser terceirizado”, afirmou.
Inicialmente, a prefeitura prevê a terceirização de um laboratório de análises clínicas, do serviço de radiologia, de lavanderia e de nutrição. Ao todo, os serviços deverão custar R$17,8 milhões por ano, segundo o levantamento do Executivo.
A expectativa de Pinheiro também é fazer com que o custo da locação seja dividido com o governo do Estado. Em ocasião passada, o governador Pedro Taques (PSDB) já havia pontuado que isso não seria um problema. Agora, a prefeitura e governo seguem diálogo para assinar o convênio dos demais equipamentos no prazo eleitoral, que se encerra no próximo 7 de julho.
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