Cidades

Nova assembleia de professores termina sem acordo com governo

Os professores estaduais decidiram nesta quinta-feira (14)  manter a greve que começou em 24 de março. A decisão foi tomada em assembleia realizada em Biguaçu, na Grande Florianópólis.

Mesmo com a realização da assembleia, alguns professores ainda continuaram acampados no saguão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e outros, em frente à Secretaria de Estado da Educação. Os dois locais ficam no Centro da capital. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte-SC), os acampamentos devem continuar.

Conforme o Sinte-SC, aproximadamente 2 mil professores participaram da reunião e votaram pela continuidade da paralisação. Eles foram de ônibus, de diferentes regiões do estado, para participar do encontro.

Na terça-feira (12), os professores e o Governo de Santa Catarina realizaram uma nova mesa de negociações, na qual foram debatidas questões como a pauta de reivindicação, faltas, reposição das aulas, plano de carreira e restituição dos valores descontados.

Houve acordo em alguns pontos e discórdia em outros, segundo as duas instituições. “A negociação é complexa e temos pontos importantes que precisam evoluir ao longo do processo”, explica o secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps.

A proposta apresentada pelo Governo na ocasião foi avaliada pela categoria na assembleia extraordinária desta quinta

Falta de garantias
Segundo a assessoria de imprensa do Sinte-SC, a categoria decidiu pela continuidade da greve, pois o governo não deu garantias em relação às solicitações, apenas a anistia das faltas de movimentos grevistas de 2012 a 2014 e da atual greve.

Após a votação dos professores, por volta das 17h, a categoria continuou reunida para definir as ações a partir da assembleia. Depois, por volta das 18h05, eles bloquearam a BR-101 por cerca de 10 minutos.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação lamentou a decisão de manter a greve. De acordo com o texto, menos de 10% dos professores estão paralisados. Nesta sexta (15), a Secretaria e a Comissão de Negociação do Estado (Coner) se reunirão "para analisar as ações a serem tomadas para minimizar os prejuízos aos estudantes". 

Ocupação da Alesc e da SED
A greve começou no dia 24 de março, mas as manifestações se iniciaram um mês antes. A principal reivindicação é o plano de carreira da categoria.
Em 28 de abril, professores estaduais voltaram a ocupar pela segunda vez a Alesc. No início de abril, os grevistas fizeram o mesmo tipo de protesto. Eles dormiram no saguão da assembleia nas noites dos dias 7 e 8 de abril e saíram no dia 9, quando o governo anunciou a revogação da Medida Provisória 198/2015, que foi revogada. Ela alterava a forma de pagamento dos professores temporários.

Fonte: G1

Redação

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