O ex-ministro da Agricultura Neri Geller (Podemos) soterrou publicamente as especulações de um pacto político com o deputado federal José Medeiros (PL) para a corrida eleitoral de 2026. A negativa incisiva ocorreu após o vazamento de um vídeo, gravado em Rondonópolis, que inflamou os bastidores com a promessa de uma aliança cruzada entre os dois caciques.
O incêndio político começou quando Reginaldo Santos, coordenador da campanha da pré-candidata Alessandra Ferreira (Podemos), sugeriu aos eleitores locais a união das candidaturas. Geller interveio rapidamente para estancar a narrativa, classificando o episódio como uma manifestação puramente espontânea do aliado, sem qualquer lastro ou chancela partidária.
Ao rechaçar o acordo formal, o pré-candidato a deputado federal fez questão de expor seu trânsito livre entre diferentes espectros políticos. Ele valorizou o apoio plural que recebe de diversas frentes e destacou que sua capacidade de dialogar com a direita, o centro e a esquerda deriva de seu histórico de entregas na gestão pública.
Distante da guerra ideológica, o ex-ministro cravou que não mergulhará no radicalismo durante a disputa. Geller garantiu que sua estratégia repousa na exibição de resultados de sua passagem pela Esplanada dos Ministérios, enquanto concentra energias para fortalecer a chapa do Podemos, projetando a eleição de até dois parlamentares federais.
A forte repercussão do caso também forçou a equipe de José Medeiros a se movimentar, emitindo um posicionamento oficial para enterrar de vez a suposta aliança. Encurralado pelo mal-estar, o próprio autor da declaração recuou logo depois, justificando que sua fala refletia apenas um desejo estritamente pessoal durante uma reunião privada.


