Política

Não estou fazendo delação, estou fazendo confissão, afirma Riva

Foto Ahmad Jarrah

Por Josiane Dalmagro/ Cátia Alves

O ex-deputado estadual José Riva retornou ao Fórum de Cuiabá na tarde desta quinta-feira (23) para dar continuidade ao seu interrogatório na ação penal originada da Operação Ventríloquo. Ele é acusado de ter chefiado uma quadrilha que desviou R$ 9,4 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

José Riva, o advogado Júlio César Domingues Rodrigues, o ex-secretário geral da Assembleia, Luiz Márcio Bastos Pommot e o ex-procurador da Assembleia, Aderson Flávio de Godoi, estão sendo processados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao final, Riva concedeu “um minuto” do seu tempo para falar com a imprensa, após afirmar que não gosta de falar com a mídia e que seria breve. “Eu não estou fazendo delação, eu estou fazendo uma confissão. E quando eu faço uma confissão eu tenho o compromisso de falar a verdade. E a verdade é isso ai. Eu não podia omitir e não adianta eu vir aqui querendo colaborar pra dar informações e dar informação errada”, pontuou.

Questionado sobre as provas que apresentou, Riva disse que com os cheques entregues e a microfilmagem é possível esclarecer 100%. “Eu não posso ficar aqui dizendo: Olha, o deputado fulano pegou isso, o deputado fulano pegou aquilo. Eu fui muito claro. Eu soube identificar por quem [recebeu] pelas assessorias, pelas empresas, agora eles é que vão ter que se explicar se [dinheiro] foi pra eles ou se foi para o assessor ou para alguém”, finalizou os esclarecimentos a imprensa.

Acompanhe: 

17h10: Ex-deputado José Riva, termina seu depoimento. 

17h: Riva explica como funciona a Assembleia Legislativa. "Lá [Assembleia] cada deputado comanda seu gabinete e manda quem quer fazer o que quer. É uma bagunça, tem gente lotado em um lugar trabalhando em outro. Esse é o caso do Odenil". 

16:51: Riva afirma que não participou da reunião, feita na Assembleia Legislativa, onde foi feito o acordo. 

16:48: Ao ser questionado pelo representante do Ministério Público sobre o uso do assessor para essa finalidade e se isso era uma prática comum, Riva disse que “é comum um deputado pegar um determinado funcionário e falar que vai depositar um dinheiro na conta dele".

16h31: O ex-deputado afirma que Anderson [citado por Odenil] nunca recebeu os 50 mil e que as pessoas que receberam os valores atendiam a interesses dos deputados para quem trabalhavam. 

16h23: Riva desmente Odenil e afirma que nunca trabalhou com Marcio e que sempre trabalhou para o Maluf. "Eu soube identificar um por um é uma microfilmagem vai pode ajudar a esclarecer quem foram os beneficiários", disse o ex-deputado. 

16h18: Riva apresenta uma lista com nomes de deputados e valores de cheques que não teriam sido identificados ainda, mas que foram entregues. Na lista consta quem recebeu, os pagamentos. Os valores segundo Riva, foram passados para uma pessoa de nome Joaquim pela Assembleia Legislativa e que depois teria realizado os depósitos dessa lista. Onde também consta seu próprio nome, citando o recebimento de R$ 806 mil. 

16h12: José Riva começa a prestar depoimento.

16h: Hoje é lotado na Secretaria de Serviço Legislativo, ligado ao presidente da casa, Guilherme Maluf. Almeida afirmou que além de ele ser empregado do Maluf na Assembleia e no hospital, ainda foi doador de sua campanha.

15h44: De 2008 a 2015 estava lotado no gabinete da primeira secretária da AL. Ele disse que foi solicitado por Marcio, no dia 25 de fevereiro para passar o numero da conta para receber os 50 mil. No dia 26 ele sacou e entregou o valor para o Anderson.

15h40: De 2007 a 2008 foi lotado no gabinete do Maluf, Almeida contou ainda que recebia uma remuneração extra no hospital Santa Rosa como auxiliar administrativo onde ganhava "mil e poucos a mais" no horário noturno. Na Assembleia Legislativa ele afirmou receber de 3 a 4 mil.

15h36: Odenil de Almeida, lotado na secretaria legislativa está depondo sobre o recebimento de 50 mil reais em sua conta. Ele contou que o pedido foi feito pelo senhor José Márcio, então secretário geral da casa, em 2014. Almeida confirmou o recebimento e disse que entregou para Anderson Flávio de Godoy. 

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões