Cidades

Mulheres trocam experiências sobre cultivo e processamento de pequi

Mulheres da Associação da Agricultura Familiar do Portal da Amazônia – AAFPA foram de Terra Nova do Norte até Cáceres visitar o grupo de mulheres da Associação Rural de Produtoras Extrativistas do Pantanal – Arpep, na última semana (20), para entender como funcionam a organização, processamento e produção de produtos agroecológicos derivados do pequi. 

A Arpep está composta por quatro grupos que elaboram produtos derivados do babaçu, cumbaru e pequi, sendo este último a especialidade das Amigas da Fronteira, com a produção de farinha, pão, biscoitos e licor. Por essa razão e com o apoio da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – Fase e o Instituto Ouro Verde – IOV, as visitantes do Portal da Amazônia conheceram a sede da Associação Extrativista localizada no Projeto de Assentamento Corixinha, no município de Cáceres, exatamente na fronteira com a Bolívia.

A AAFPA, cuja sede se encontra a 670 quilômetros de Cuiabá, em Terra Nova do Norte, é uma associação existente desde 2008, que aprovou em 2013 um projeto do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais – PPP-Ecos, denominado ‘Cozinha de Processamento de Pequi’ cujo objetivo é desenvolver o processamento da fruta e armazenamento da produção atendendo todas as normas sanitárias. 

Representantes da Associação do Portal, acompanhadas por Dorvalino Savi Veronezi, técnico do IOV, participaram do intercâmbio agroecológico: A atividade incluiu teoria e prática da colheita, processamento e transformação do pequi, além da degustação de produtos. Nesse contexto, os principais pontos de destaque do encontro foram a organização administrativa, econômica e social da Arpep, intimamente ligada à luta diária das mulheres pela autonomia e pela dignidade

As visitantes puderam testemunhar essa realidade nos dias seguintes, com as amigas da Fronteira. Rosimeire Aparecida Siqueira, coordenadora da Associação fronteiriça, explicou-lhes que todas as atividades e produtos representam a integralidade das mulheres dos quatro grupos, e que é essa solidariedade que ajuda a vencer obstáculos, como o medo de agir, de enfrentar os outros ou de fracassar, sempre presentes.  “Quando uma das associações tem um problema, o problema é de todas, por isso precisamos ter compromisso e parceria, até quando podem surgir tensões entre nós”, disse Rosimeire.

Janete Santos de Almeida Montovani, presidente da AAFPA e suas colegas, expressaram a satisfação com os conhecimentos recém-adquiridos e admiração pela hospitalidade e luta quotidiana das anfitriãs. “Estamos retornando impressionadas e inspiradas por esta experiência, que nos incentiva para enfrentar as dificuldades de nossa própria luta, através de organização e solidariedade. Esperamos que logo possamos acolher mulheres da Arpep para um novo intercâmbio em Terra Nova”, disse Janete. 

Nesse sentido, as participantes concordam que esse futuro encontro não deveria demorar, já que as Amigas da Terra gostariam de conhecer um pequi diferente, o do Portal, além de trocar e plantar pequizeiros e assim ter árvores próprias da Arpep, não dependendo mais do empréstimo de terrenos alheios. 

Assessoria

Redação

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