Cidades

Mulher larga carreira para virar mecânica

Quando foi para a faculdade, Thaís escolheu o curso de ciências da computação.

Estava decidida a fazer carreira na área. E fez. Foram 15 anos de trabalho.

Globo Repórter: E você profissionalmente estava bem situada, ia bem?
Thaís França Roland, mecânica: Estava, estava muito bem, já tinha uma carreira constituída, certificações internacionais, ganhava bem.
Mas a Thaís não estava satisfeita. Ela guardava em segredo um sonho antigo. Até que há dois anos criou coragem, jogou tudo pro alto e veio assumir o lugar que sempre quis: embaixo de um carro. Para a família e os amigos foi um choque. Mas a verdade é que, desde criança, Thaís era fascinada por carros e motores.

“Eu sempre tive bastante afinidade” lembra Thaís.

A afinidade era tanta que Thaís fez cursos de mecânica, estágio, até que teve certeza: o universo da informática já não trazia mais satisfação.
Globo Repórter: Na sua antiga ocupação tinha ar condicionado?

Thaís França: Tinha, 17 agradáveis graus.

Globo Repórter: Na oficina a gente tá mais ou menos a quanto?

Thaís França: Ah, já deve estar uns 40.

Globo Repórter: Era melhor antes, né?

Thaís França: Só nesse aspecto.
Ela trabalha mesmo e pesado. É a única mulher na equipe. A oficina é especializada na restauração de carros antigos. Modelos raros, que valem uma pequena fortuna e desfilam nas exposições para colecionadores.

E no fim de semana? Finalmente ela descansa? Nem pensar! Vai para a escola. É a professora de uma turma de marmanjos. Lá também Thaís não dá espaço para piadinhas machistas. Impõe respeito pela competência.

Entre peças, ferramentas, óleo e graxa, Thaís encontrou seu lugar.

Thaís França: Eu venho feliz trabalhar, então eu estou muito realizada.

Globo Repórter: Isso teve um significado grande na sua vida?
Thaís França: Teve, até para a saúde. Eu era uma pessoa doente, literalmente. Asma, tudo me atacava. Hoje em dia eu só tenho calor na oficina, mas tudo bem. Se tudo der certo ele não vai me matar.

Fonte: G1

Redação

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