Jurídico

MP pede proibição de carreata marcada para este feriado em Cuiabá

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital, ajuizou Ação Civil Pública com pedido de liminar contra o Estado e o Município para impedir a realização da Megacarreata Profetiza Cuiabá 2020, prevista para ocorrer nesta terça-feira (21), com concentração a partir das 15h.

A concentração está marcada para ser em frente ao quartel do 44º Batalhão de Infantaria do Exército, localizado na avenida Lava Pés, em Cuiabá. O ato de encerramento está previsto para ocorrer às 19h, na praça das Bandeiras, com orações pelo Brasil e pelo presidente da República Jair Bolsonaro. Conforme panfleto divulgado em redes sociais, a ação é promovida pela Aliança Cristã pelo Brasil em Mato Grosso, Direita Mato Grosso e MOP Mulher MT.

“Ocorre que essa ‘megacarreata’ está se fazendo com o objetivo claro de aglomeração de pessoas, como ocorreu nos últimos eventos deste tipo realizados em Cuiabá”, considerou o promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes, lembrando que em tempos de pandemia do coronavírus a forma mais eficaz de preservação da saúde pública é justamente impedir ao máximo a circulação e aglomeração de pessoas.

Na ação, o Ministério Público requer liminarmente que sejam proibidas passeatas, manifestações e/ou carreatas “que impliquem em indesejável aglomeração de pessoas, em contrariedade às recomendações técnicas do Ministério da Saúde e dos órgãos Estadual e Municipal vigentes durante todo o período de duração desta pandemia de covid-19”.

Solicita ainda que o Estado, por meio da Polícia Militar, e a prefeitura, por meio de seus agentes de fiscalização, proíbam a aglomeração conforme os decretos vigentes, identificando e autuando administrativa, civil e/ou penalmente aqueles que desobedecerem a ordem judicial. 

O MPMT requisita também que o Estado e o Município fiscalizem os veículos envolvidos nessas aglomerações, verificando a documentação dos mesmos e dos condutores e, quando pertinente, lavrando as autuações da mesma forma que ocorre nas blitzes e operações comuns.

Por último, pede que os requeridos identifiquem os eventuais líderes e coordenadores dessas aglomerações, para que possam ser apuradas as eventuais responsabilidades legais pelo descumprimento das normas de saúde pública violadas por essa concentração indevida de pessoas. (Com informações da assessoria)

Redação

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