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MP pede prisão de trio denunciados por integrar grupo ligado à execução de Zampieri

Três pessoas acusadas de integrar a organização criminosa investigada pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá, podem voltar a ser alvo de pedido de prisão preventiva. O Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recorreu da decisão que negou a medida contra Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, denunciados por participação na estrutura criminosa, embora não sejam acusados de executar o homicídio.

O recurso em sentido estrito foi apresentado pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, Vinícius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, com o objetivo de reformar a decisão que indeferiu os pedidos de prisão quando a denúncia foi recebida. O Ministério Público sustenta que a custódia cautelar é necessária para garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal.

Segundo a denúncia, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa estruturada, supostamente liderada por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. O grupo teria sido contratado por Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo para executar Roberto Zampieri em razão de uma disputa patrimonial envolvendo uma fazenda avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões. Ao todo, nove pessoas foram denunciadas pelo caso.

De acordo com o MPMT, Peterson Venites Komel Júnior teria atuado na aquisição de armas, no monitoramento de alvos e no recrutamento de integrantes da organização. Já Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater são apontados como responsáveis por prestar apoio financeiro ao grupo, com o objetivo de manter o silêncio dos executores e dificultar a identificação dos supostos mandantes do crime.

No recurso, os promotores afirmam que há elementos suficientes para justificar a prisão preventiva dos três denunciados. Para o Ministério Público, eles não ocupavam posições secundárias na organização, mas integravam uma estrutura criminosa altamente organizada, com divisão de tarefas e, segundo a acusação, voltada para a prática de homicídios sob encomenda. O pedido será analisado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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