Cerca de 30 moto-taxistas protestaram contra a falta de fiscalização do setor pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), em Cuiabá, na tarde desta segunda-feira (03). A categoria reclama dos motociclistas que trabalham de forma irregular na capital mato-grossense.
Além disso, os trabalhadores também reclamam do Uber, que está competindo com preços semelhantes aos motociclistas.
Um grupo chegou a bloquear totalmente, por cerca de 30 minutos, a Avenida Getúlio Vargas, próximo à prefeitura da Capital para chamar a atenção dos gestores.
O diretor de transporte da Semob, Nicolau Budib, compareceu no local para desbloquear a pista e atender os profissionais.
De acordo com o representante da categoria e pré-candidato a presidente do Sindicato dos Moto-taxistas de Cuiabá, Nilo Soares, o secretário da Semob, Antenor Figueiredo, deverá atender a categoria na próxima quarta-feira (5).
Segundo o moto-taxista, a fiscalização não tem cumprido o seu papel de fiscalizar a concorrência desleal de motociclistas sem regulamentação e denuncia suposta truculência dos agentes para com os profissionais já regularizados.
“Como eu cobro a fiscalização, tem agentes que ficam tipo perseguindo a gente. Não pode ver você que fica te abordando, querendo te multar, que é o meu caso. Tem um tal de Padilha aqui, que o cara não pode me ver que já fica na cola”, denunciou Soares, ao Circuito Mato Grosso.
Ainda de acordo com Soares, o agente de trânsito age com truculência com os profissionais, além de utilizar de spray de pimenta sem necessidade e até mesmo chutar as motocicletas. “Eles tem que parar de perseguir os moto-taxis regularizados e fiscalizar os clandestinos”, afirmou.
A categoria ainda cobrou que o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) regularize imediatamente os serviços de transporte remunerado individual de passageiros, a exemplo do Uber e YetGo.
“Se for regulamentar, que regulamente logo. Não podemos ficar só a gente pagando imposto e o Uber sem pagar nada. Só nós e os taxistas levando ferro? Aí não dá. Eu não sou contra, todo mundo tem que trabalhar. Mas se for pagar imposto, que todo mundo pague também”, afirmou Nilo Soares.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), que ficou de responder aos questionamentos feitos pelos moto-taxistas. Até o fechamento desta matéria, não obtvemos uma resposta da pasta.
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