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‘Momento extraordinário do cinema brasileiro’, diz Wagner Moura antes de premiação

Quando ainda estava na expectativa de sair da cerimônia do Globo de Ouro 2026 com um prêmio em mãos, Wagner Moura celebrou o sucesso de O Agente Secreto no tapete vermelho da premiação, que aconteceu neste domingo, 11, em Los Angeles (EUA).

Moura, que chegou ao evento com a esposa, Sandra Delgado, comparou a indicação ao prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama com a experiência que teve há dez anos, quando disputou uma das categorias dedicadas à televisão, pelo trabalho na série Narcos, da Netflix.

“Eu estava super feliz de ter sido indicado. Mas não dá para negar que dessa vez, agora, é muito especial. Estamos representando o Brasil. Um filme brasileiro recebendo a atenção que esse filme está recebendo, um ano depois do que aconteceu com Ainda Estou Aqui, é extraordinário”, refletiu Wagner em entrevista à Carol Ribeiro, da TNT, no tapete vermelho. “É um momento extraordinário do cinema e da cultura brasileira. E um filme muito pessoal para mim e para Kleber. É diferente”, acrescentou.

Logo depois dessa declaração, O Agente Secreto>, de Kleber Mendonça Filho, venceu o prêmio de filme em língua não inglesa no Globo de Ouro. E Wagner Moura foi escolhido o melhor ator em filme de drama.

O ator também analisou a identificação com seu personagem no longa, Marcelo: “Cada vez mais tenho a consciência de que os personagens são uma versão de mim. Eu escrevo em cadernos, para cada personagem, e notei que sempre tem algum momento que escrevi ‘Tal personagem é você, você é essa pessoa'”, conta o ator.

“Mas, nesse caso, foi muito forte porque esse projeto nasceu de uma inquietação muito pessoal nossa. Eu sinto que estou muito eu mesmo ali. É uma mistura”, disse.

O ator ainda analisou a recepção do filme no mercado internacional. “Com um diretor como o Kleber e a humanidade que ele dá para os personagens, qualquer filme de qualquer lugar é traduzível e entendível em qualquer lugar”, pensa Moura. “Você se conecta com os personagens, é a primeira coisa. Muitos filmes políticos se perdem porque o discurso vem antes da humanidade, e quando é ao contrário não tem jeito, as pessoas vão se enxergar no personagem”, completou.

“Arte e política caminham juntas, mesmo que você veja uma comédia despretensiosa, e ela mexe em você, te transforma de alguma forma. Vai te fazer agir diferente na sua vida, eu acho que isso é político. Coisas pequenas são políticas”, afirmou Moura.

O ator concluiu celebrando o engajamento do público brasileiro com o filme. “É uma reconexão muito bonita do espectador brasileiro com seu cinema, com sua cultura. É bonito demais ver a galera ficando arretada porque no Critics’ Choice a gente recebeu o prêmio no tapete, e indo pra internet”, disse o ator, em meio a risos. “Eu acho espetacular, acho maravilhoso.”

Estadão Conteudo

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