Em coletiva de imprensa, o secretário de Estado de Gestão, Julio Modesto, confirmou que após deflagração da greve geral dos servidores estaduais, o Governo do Estado pode entrar na Justiça para pedir que seja decretada ilegalidade do movimento. “A greve é um direito legítimo dos servidores, assim como é um direito do Estado se defender com relação à greve do ponto de vista legal”.
Após afirmação, o secretario garantiu, que por outro lado, o diálogo continuará aberto, mesmo que a questão seja judicializada. “O Estado não vai se fechar ao diálogo com o Fórum Sindical”, disse.
Os servidores estaduais lutam pelo pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 11,28%, que repõe a inflação 2015. O governo alega poder pagar apenas 2% em setembro deste ano, e outros 3% em janeiro de 2017. Mais que isso levaria a atraso dos salários, segundo Modesto.
No total, 30 sindicatos e associações já decidiram aderir à greve, sendo 29 afiliados ao Fórum Sindical, mais os servidores do Detran (Sinetran). Apenas os funcionários da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer) ainda não aderiram à greve ou decretou Estado de Greve.
O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, amenizou o discurso com relação à judicialização da greve, e afirmou que, nesse primeiro momento, o governo entrará na Justiça apenas se houver descumprimento da lei de greve com relação à manutenção dos serviços essenciais.


