Foto: Mary Juruna / Arquivo CMT
O ex-homem forte do governo Silval Barbosa (PMDB), Eder Moraes, conseguiu decisão favorável no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto ao seu pedido de habeas corpus. No final da tarde desta quinta-feira (13), o ministro Dias Toffoli determinou a soltura imediata do ex-secretário de Estado, que está preso desde o dia 1º de abril deste ano o Centro de Custódia da capital.
Em sua decisão, o ministro ainda requereu informações atualizadas sobre os processos criminais aos quais o ex-secretário responde.
"Comunique-se, com urgência, solicitando informações atualizadas àquele juízo a respeito dos feitos criminais relacionados ao paciente. Após, abra-se vista à Procuradoria-Geral da República", publicou o ministro.
A saída de Eder ainda não foi confirmada, dependendo do recebimento da notificação da 5ª Vara Federal.
Prisão
O ex-secretário de Estado, Éder Moraes foi preso pela segunda vez em abril, após tentar transferir um imóvel para o nome do seu filho menor de idade. A ação faz parte da sétima fase da Operação Ararath, da Polícia Federal e busca por novos imóveis e veículos que estão em nome de parentes e funcionários.
Segundo o delegado Marco Aurélio Faveri, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso, estão sendo investigados mais de R$ 100 milhões em imóveis e carros, que estão em nomes de parentes, funcionários e membros da família Piran. “Nós descobrimos que Éder Moraes está praticando crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de provas, mesmo depois do Superior Tribunal de Justiça ter decretado sua soltura. Durante as investigações e após sua soltura, ele continuou a movimentar bens imóveis, carros e pagamentos de contas usando nomes de laranjas”, explicou o delegado.
Ainda conforme o delegado Éder estaria tentando fazer uma ‘liquidação’ vendendo imóveis em condomínio de luxo a preços muito baixos.


