O governo brasileiro afirmou neste sábado, 17, que o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), firmado nesta tarde, tem “valor estratégico” para o País. A expectativa é de que o pacto reforce a “diversificação das parcerias comerciais do Brasil, além de fomentar a modernização do parque industrial brasileiro com a integração às cadeias produtivas do bloco europeu”. Também é esperado a dinamização de fluxos de investimentos.
A indicação consta de factsheet divulgado pelo Executivo após a cerimônia de assinatura do acordo, realizada em Assunção, no Paraguai. O documento registra que o pacto representa um “marco na relação bilateral do Brasil com a União Europeia”, que teve início em 1960 e, em 2007, chegou a um patamar de “parceria estratégica”.
O texto ainda destaca os números da relação Brasil-UE. Juntos, somam uma população de 450 milhões de habitantes, com PIB de 19,4 trilhões de dólares. A soma da exportação de bens para o mundo chega a 2,86 trilhões e a importação alcança a cifra de 2,69 trilhões.
O governo frisou ainda que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial e lembrou que, no ano passado, a corrente comercial bilateral entre o bloco e o País chegou a 100 bilhões de dólares, representando 16% do comércio exterior brasileiro.
Em 2025, o Brasil exportou 49,8 bilhões para a UE, divididos da seguinte forma:
Combustíveis, óleos e ceras minerais – 22,0%
Café, chá, mate, especiarias – 14,7%
Minérios – 8,8%
Alimentos para animais – 8,3%
Sementes e frutos oleaginosos – 5,2%
Celulose, papel e resíduos de papel – 4,3%
Ferro e aço – 3,5%
Vegetais e frutas – 3,2%Carne e preparações de carne – 3,1%
Máquinas em geral e equipamentos industriais – 2,7%
Já o saldo de importações da UE no ano passado ficou em 50,3 bilhões de dólares:
Máquinas em geral e equipamentos industriais – 25,4%
Produtos farmacêuticos – 15,1%
Veículos rodoviários – 7,8%
Máquinas e aparelhos elétricos – 6,2%
Produtos químicos orgânicos – 5,5%
Máquinas e aparelhos especializados para determinadas indústrias – 5,2%
Materiais e produtos químicos – 4,9%
Plásticos – 4,0%
Produtos diversos das indústrias químicas – 3,3%
Combustíveis, óleos e ceras minerais – 2,6%


