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Menor diz ter dado 5 tiros em guarda

O adolescente de 14 anos apreendido nesta sexta-feira (30) por suspeita de matar a guarda-civil metropolitana Ana Paola Teixeira, de 38 anos, confessou o crime, como mostrou a reportagem do SPTV neste sábado (31). O rapaz afirmou, em depoimento gravado pela polícia, que disparou cinco tiros na vítima e não no filho dela, que também estava no carro. “Não atirei na criança, não. Atirei nela só, que fez o disparo em mim”, disse.

De acordo com o jovem, o disparo feito por Ana Paola quase acertou seu rosto. “Nós estávamos passando com o carro e a gente avistou um carro que estava estacionado com o vidro fechado. A gente parou o carro na outra rua. Assim que eu desci, a vítima já tinha aberto o vidro. Eu já estava chegando, ela sacou a arma, fez um disparo e quase acertou na minha cara. Eu fiz os outros disparos nela. Eu disparei cinco tiros. Dei cinco, não sei quantos ela tomou.”

A polícia encontrou uma arma escondida na casa da mãe do adolescente. Outro homem também foi preso nesta sexta-feira (30) por suspeita de participação no crime, que aconteceu na manhã de quarta-feira (28) na Avenida Nordestina, Zona Leste de São Paulo. 

O adolescente vai ser levado para a Vara da Infância e da Juventude na segunda-feira. Ele já esteve preso na Fundação Casa por roubo e furtos. Guardas municipais também descobriram que o mesmo grupo roubou uma moto dia antes do crime. O adolescente foi reconhecido pela vítima, segundo a polícia.

O crime
Câmeras de segurança de uma empresa registraram o assassinato da guarda-civil. Às 6h35, ela encostou o carro no estacionamento de uma loja na frente da casa dela. O menino estava no banco de trás do automóvel. Ana Paola esperava o transporte escolar e depois iria trabalhar.
As imagens mostram que um homem se aproximou e sacou uma arma. Houve uma troca de tiros. O criminoso saiu correndo e depois voltou. O ladrão colocou metade do corpo dentro do carro, pegou a arma de Ana Paola e fez novos disparos. O menino saiu do carro e pediu ajuda. Dois homens pararam para socorrer.

O marido de Paola chegou correndo. Ele viu a mulher baleada e, no desespero, chegou a cair. "Eu escutei os disparos, olhei na porta da sacada e vi meu filho João com os braços erguidos", contou o marido, José Roberto da Silva. Ele a levou para o Hospital Tide Setúbal, em São Miguel Paulista, também na Zona Leste, onde Ana Paola acabou falecendo.

O filho não foi atingido. A polícia suspeita que, ao avistar o uniforme da Guarda Civil Metropolitana, o criminoso disparou. A guarda-civil trabalhava na corporação havia 14 anos. Além do menino, de 7 anos, ela tinha uma filha de 3 anos.

Fonte: G1

Redação

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