Uma menina de apenas 11 anos foi vítima de crimes sexuais praticados pelo próprio padrasto em Chapada dos Guimarães. A Polícia Civil efetuou a prisão do suspeito, um homem de 42 anos, nesta sexta-feira (13), após investigações apontarem que ele teria acariciado o corpo da criança e introduzido os dedos na genitália da vítima. O investigado, que é de nacionalidade venezuelana, havia se mudado para o Brasil recentemente em busca de oportunidades de trabalho.
A prisão foi coordenada pela Gerência Estadual de Polinter (Gepol) e ocorreu em uma fazenda situada na zona rural, a cerca de 40 quilômetros da sede do município. O paradeiro do suspeito foi descoberto após diligências policiais que rastrearam sua localização depois que ele foi expulso de casa pela mãe da vítima. A genitora tomou a decisão de afastar o acusado da residência da família imediatamente após a descoberta dos abusos.
O caso foi conduzido pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente, que reuniu as provas necessárias para representar pela prisão do investigado junto ao Poder Judiciário. Com a expedição do mandado judicial, as equipes de campo intensificaram as buscas na região até a localização do homem. O delegado Fernando Vasco Spinelli Pigozzi ressaltou que a Gepol mantém um acompanhamento rigoroso sobre crimes dessa natureza, focando na agilidade do cumprimento de mandados.
A atuação das delegacias especializadas é fundamental para garantir o acolhimento das vítimas e a punição de agressores, especialmente em casos de estupro de vulnerável. Segundo a Polícia Civil, a Gepol atua de forma integrada com as unidades de Cuiabá e Várzea Grande para assegurar que suspeitos de crimes sexuais não permaneçam em liberdade durante o curso do processo, priorizando a segurança física e psicológica dos menores envolvidos.
Após ser detido na propriedade rural, o homem foi conduzido para a delegacia de polícia, onde passou pelos procedimentos legais de praxe. O acusado foi encaminhado para uma unidade prisional e permanece agora à disposição da Justiça, aguardando o desdobramento do processo criminal.

