Nesta quinta-feira (26), o cenário político de Mato Grosso ganhou contornos definitivos para as eleições de 2026. O governador Mauro Mendes (União) anunciou oficialmente que deixará o comando do Estado na próxima terça-feira, 31 de março. O objetivo é claro: desincompatibilizar-se do cargo para viabilizar sua candidatura ao Senado Federal.
A decisão, embora esperada nos bastidores, foi antecipada em alguns dias em relação ao prazo final da Justiça Eleitoral (4 de abril), sinalizando um desejo de transparência e organização na sucessão estadual.
O Balanço de Sete Anos e Três Meses
Em seu pronunciamento ao lado da primeira-dama Virginia Mendes, Mauro Mendes adotou um tom de dever cumprido. Ele destacou a transformação financeira pela qual o estado passou desde 2019:
- Recuperação Fiscal: O fim dos atrasos salariais e o saneamento das contas públicas.
- Infraestrutura: A entrega de milhares de quilômetros de rodovias asfaltadas (com meta de 6 mil km até o fim do ciclo).
- Credibilidade: A retomada da capacidade de investimento com recursos próprios e financiamentos internacionais.
A Ascensão de Otaviano Pivetta
A partir da próxima semana, o comando do Palácio Paiaguás passa para as mãos de Otaviano Pivetta. O vice-governador, que possui uma trajetória consolidada como prefeito de Lucas do Rio Verde e empresário do agronegócio, é visto pelo mercado e pela classe política como um gestor de “mão firme”.
Mauro Mendes fez questão de reforçar a confiança em seu sucessor, lembrando que Pivetta foi peça-chave nas decisões estratégicas da gestão e que sua posse garante que o ritmo de entregas não sofra solução de continuidade.
O Foco em Brasília: Segurança e Leis Federais
A justificativa de Mauro Mendes para buscar uma cadeira no Senado vai além da representação regional. O governador demonstrou insatisfação com o atual arcabouço jurídico brasileiro, especialmente no combate à criminalidade:
- Crítica à Impunidade: Defesa de leis penais mais rígidas e eficientes.
- Segurança Pública: Foco em reformar leis federais que, segundo ele, favorecem o crime organizado.
- Desburocratização: Combate a normas que dificultam o desenvolvimento econômico dos estados.
Com a renúncia confirmada, Mato Grosso entra em uma nova fase administrativa sob a liderança de Pivetta, enquanto Mauro Mendes inicia sua caminhada para tentar levar o modelo de gestão mato-grossense para a cúpula do Legislativo Nacional.


