Os números divulgados pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) colocam Mato Grosso em um patamar de destaque internacional. Ao registrar um crescimento econômico de 56,4% nos últimos sete anos, o estado não apenas liderou o ranking nacional, mas superou, individualmente, o crescimento da China (42,8%) e, de forma avassaladora, o do Brasil (17,1%). Esse desempenho, superior à soma das duas potências mencionadas, sinaliza que Mato Grosso encontrou uma “fórmula de ouro” entre gestão pública e força produtiva.
Comparativo de Crescimento (Últimos 7 anos)
| Região/País | Crescimento Acumulado | Status |
| Mato Grosso | 56,4% | Líder Absoluto |
| China | 42,8% | Potência Global |
| Brasil | 17,1% | Média Nacional |
Os Pilares do “Milagre” Mato-Grossense
Para o secretário Rogério Gallo, este não é um resultado do acaso. O crescimento está ancorado em uma tríade estratégica:
- Infraestrutura Logística: A meta de entregar 6 mil quilômetros de estradas até o final de 2025 é o diferencial competitivo que “encurtou” as distâncias entre a fazenda e o porto, reduzindo drasticamente o Custo Brasil.
- Verticalização da Produção: Mato Grosso deixou de ser um mero exportador de commodities brutas. O estado lidera hoje a produção de etanol de milho, transformando o grão em energia e valor agregado dentro do próprio território.
- Ambiente de Negócios: A organização das contas públicas permitiu que o Estado investisse em infraestrutura sem aumentar a carga tributária de forma a sufocar o produtor, criando um ciclo virtuoso de reinvestimento.
A Nova Era da Agroindústria
O fortalecimento da agroindústria representa um amadurecimento econômico. Segundo Gallo, a trajetória do etanol de milho é o exemplo mais emblemático dessa transformação. Em pouco mais de uma década, o estado saiu da irrelevância para a liderança nacional no setor. Isso gera um “efeito cascata”: mais empregos qualificados, maior arrecadação para saúde e educação, e uma economia menos dependente das oscilações de preços internacionais dos grãos in natura.
Mato Grosso chega a 2026 consolidado não apenas como o “celeiro”, mas como o coração industrial e logístico da América do Sul, provando que o investimento em infraestrutura é, de fato, o combustível para ultrapassar gigantes.



