Mais da metade das mulheres lideram a organização do orçamento no lar em Mato Grosso e em todo o país. É o que aponta levantamento realizado pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, divulgado em março em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A pesquisa mostra que as brasileiras têm assumido papel cada vez mais central na gestão financeira das famílias, mesmo acumulando responsabilidades dentro e fora de casa.
De acordo com o estudo, 34% das mulheres são as únicas responsáveis pelo sustento financeiro do lar. O percentual é ainda maior entre mulheres com mais de 50 anos, chegando a 36%, e entre aquelas das classes D e E, onde o índice alcança 45%. Os dados refletem o crescimento da participação feminina na economia doméstica.
A pesquisa também aponta mudanças na dinâmica das decisões financeiras dentro das famílias. Para 85% das entrevistadas, as mulheres estão conquistando mais espaço nas decisões econômicas da casa. Ainda assim, 87% acreditam que essa contribuição é subestimada pela sociedade, apesar de ser considerada essencial para o bem-estar familiar. No ambiente doméstico, porém, 67% afirmam que o trabalho financeiro que realizam já é valorizado pela própria família.
Mesmo com o aumento da participação econômica, a sobrecarga de tarefas continua sendo um desafio. Segundo o levantamento, 91% das mulheres dizem enfrentar dificuldades para equilibrar trabalho e responsabilidades domésticas. Além disso, 76% acreditam que ainda existem barreiras para alcançar igualdade de gênero no mercado de trabalho.
Entre os principais objetivos financeiros das entrevistadas para os próximos anos estão conquistar segurança financeira, apontada por 42%, quitar dívidas, citada por 41%, e adquirir um imóvel, meta de 35% das participantes. O estudo indica que, apesar dos desafios, as mulheres seguem ampliando sua presença na gestão econômica das famílias brasileiras.
Os dados também mostram que as mulheres são protagonistas na renegociação de dívidas. Elas representam 56,2% dos acordos fechados no Feirão Serasa Limpa Nome e somam mais de 1,1 milhão de negociações realizadas desde o início da edição mais recente do mutirão, iniciado em fevereiro. Atualmente, o Brasil conta com mais de 40 milhões de mulheres inadimplentes, o que corresponde a cerca de metade das pessoas com dívidas no país.



