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Líder do PT atribui a Flávio, Eduardo e Nikolas tentativa de golpe e atentado à soberania

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), pediu à Polícia Federal que investigue o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por supostos crimes de atentado à soberania, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O deputado havia anunciado nesta segunda-feira, 5, que iria representar contra os bolsonaristas por supostamente incentivarem uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. No documento, Lindbergh diz que os Bolsonaro e Nikolas são responsáveis por uma campanha que “cria grave ameaça de caráter coletivo e institucional”.

“Os atos executórios consubstanciados pelo convite, a declaração performática e a propaganda gráfica são indícios inequívocos, diretos e orientados à produção do resultado ilegal, demonstrando, em tese, o dolo específico de deposição do governo e abolição da ordem democrática por meio de grave ameaça estrangeira”, registra a representação, endereçada ao diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues.

O documento lista publicações e declarações feitas pelo trio desde 18 de julho. A mais recente delas foi feita em 4 de janeiro, quando Nikolas divulgou uma montagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “sendo preso e algemado por soldados estrangeiros”. Segundo Lindbergh, a publicação é a “materialização do objetivo final da narrativa: a deposição do Chefe de Estado por força militar externa”.

O post considerado a “exibição gráfica” da “campanha” dos bolsonaristas foi realizado em meio ao rescaldo da operação militar dos Estados Unidos que derrubou Nicolás Maduro na Venezuela.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou no sábado, 3, que o seu governo havia bombardeado o território venezuelano e “capturado” o chefe do regime chavista e a sua esposa, Cília Flores, com ajuda de oficiais da inteligência americana. Os Estados Unidos afirmam que o chavista lidera um cartel de drogas e que é responsável por violência terrorista.

Na segunda-feira, 5, Maduro disse no Tribunal de Nova York que é inocente e que foi “sequestrado”. Nesta terça, 6, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos declarou que a intervenção americana na Venezuela violou o direito internacional. Neste momento, a Venezuela está sendo governada pela vice de Maduro, Delcy Rodríguez.

Estadão Conteudo

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