A juíza de direito Ana Graziela Vaz de Campos Corrêa, da Primeira Vara Especializada em Violência Doméstica, indeferiu os pedidos de soltura apresentados pela defesa do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Douglas Huark Correia, e os médicos Fábio Liberali e Fábio Taques, além de Kednia Iracema Servo, Luciano Correia e Fábio Taques Figueireiro. Eles foram presos, pela segunda vez, na manhã deste sábado, ainda por investigações relacionadas à Operação Sangria.
Conforme o Tribunal Justiça, todos passaram por audiência e encaminhados para o CCC (Centro de Custódia de Cuiabá) e para o presídio Ana Maria Couto May. A defesa poderá ingressar com novo pedido de audiência na Sétima Vara da Criminal da Capital a partir do meio-dia deste domingo (31).
As novas prisões ocorreram por indícios de que os investigados permaneceram com desvio de dinheiro da Secretaria de Saúde de Cuiabá mesmo após o início das investigações.
Na sexta-feira (29), o desembargador do Tribunal de Justiça, Alberto Ferreira de Souza, revogou as medidas cautelares decretadas anteriores e determinou novamente a prisão preventiva dos envolvidos nas fraudes de desvios de recursos da saúde pública.
A investigação da operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.
Segundo a apuração, a organização mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencentes a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado.
Todas elas tinham vínculo com o ex-secretário, Huark Douglas Correia, e teriam recebido R$ 82 milhões em contratos com o governo do Estado entre 2011 e 2018. O número é de levantamento feito pela Controladoria Geral do Estado (CGE) por meio do Fiplan, sistema de prestação de contas públicas, e que resultou na Operação Sangria deflagrada na Defaz (Delegacia Fazendária) em dezembro do ano passado, quando foram presos pela primeira vez.



