Está em segredo de justiça o processo por suposta prática de abuso de poder econômico praticado pela candidata Selma Arruda (PSL). O desembargador Pedro Sakamoto, que atua no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), foi quem decretou o sigilo. A juíza aposentada tenta uma vaga no Senado.
O pedido de segredo foi feito pelo advogado Diogo Sachs, que faz a defesa de Selma. O jurista argumentou pela necessidade do sigilo para salvaguardar as informações bancárias da candidata. Para ele, o processo busca macular a imagem da candidata e prejudica-lá nas eleições.
Diogo pontuou ainda que o objetivo do sigilo é impedir novos episódios de "reality show" formado em torno do processo.
"O andamento deste processo tem se tornado um 'reality show'; uma vez que, peça deste processo que tramita na plataforma PJe já foi divulgada em grupo de 'whatsapp', seguida de juízo de valor sobre a candidatura ao Senado 2018 de Selma Arruda, tais como: 'cassada', 'essa aí já era' ou 'inelegível'", diz trecho da petição.
Ao analisar o pedido, Sakamato concordou os argumentos levantados pelo advogado. O magistrado eleitoral destacou que "a exposição de dados bancários […] devem ser de conhecimento restrito aos personagens deste feito".
O desembargador ainda negou o pedido do Ministério Público Eleitoral para ser polo ativo da ação. "Evitando desnecessário tumulto processual, sem prejuízo de sua regular atuação no processo", finalizou.
O processo foi proposto pelo candidato Sebastião Carlos (Rede). O adversário pediu que sua concorrente fosse investigada por suspeita de gastos ilícitos e abuso de poder econômico da ex-magistrada após o publicitário Júnior Brasa mover uma processo cobrando cerca de R$ 1,2 milhão da pré-campanha e até mesmo na campanha com marketing.
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