Cidades

Justiça convoca médico a esclarecer causas da morte de Rodrigo Claro

O juiz da 11ª Vara Criminal, Marcos Faleiros, convocou o médico Dionísio José Bochese Andreoni para depor sobre as causas da morte do aluno no Corpo de Bombeiros, Rodrigo Patrício Lima Claro, 21. Na convocação publicada na segunda-feira (22) o juiz pede esclarecimento sobre a causa da morte do aluno e se elas podem ser atribuídas a tenente Izadora Ledur. O médico é responsável pelo laudo do exame de Rodrigo Claro. O depoimento está agendado para 5 de agosto.

“Este juízo formula o seguinte questionamento, para fins de inquirição do perito em audiência de instrução: 1) De acordo com o Exame de Necropsia realizado na vítima, é possível o Sr. Perito esclarecer se a morte da vítima pode ser derivada dos atos narrados na denúncia e atribuídos a ré Izadora Ledur de Souza?”.

Em audiência na semana passada, o coronel João Rainho Júnior, ouvido como testemunha de defesa, disse que os alunos precisam ter preparo físico e psicológico para entrar na bateria de teste para ingresso na corporação dos bombeiros. Segundo ele, as condições são asseguradas pelos ingressantes, e caso não haja preparo eles podem tomar “caldo” – queda aguda de forças física e mental somada a acidentes– durante o teste.

No laudo, o médico Dionísio Andreoni diz que a morte de Rodrigo ocorreu por “hemorragia cerebral de causa natural”. Familiares do aluno contestam a versão sugerida pelo coronel João Rainho Junior, dizendo que ele estava preparado para a bateria de testes.

O trâmite do processo contra Ledur foi retomado recentemente após intervalo na passagem do ano de suspensão do andamento da investigação. O caso ainda não foi concluído por vitórias sucessivas da tenente na Justiça com licenças concedidas por falta de condições psicológicas dela para lidar com os trabalhos e o trâmite do processo.

Paralelamente neste mês, a Justiça decidiu manter a investigação contra Ledur e o Conselho de Justificação do Corpo dos Bombeiros decidiu pela permanência da tenente na corporação.

Rodrigo Claro morreu em novembro de 2016 após passar mal durante prática de atividades na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. O teste era comandado pela tenente Izadora Ledur como instrutora. No inquérito aberto pelo Ministério Público do Estado (MPE), há apontamentos de que Rodrigo teve dificuldades para exercer os testes de flutuação, nado livre e outros e ainda teria sido submetido a “intenso sofrimento físico e mental”, sob “métodos abusivos partidos da instrutora”.

Redação

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