O tabuleiro do crime organizado em Mato Grosso sofreu uma baixa significativa. Em decisão proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, quatro integrantes de uma organização criminosa focada na exploração do Jogo do Bicho e lavagem de capitais foram condenados. O alvo central da sentença é o empresário Giovanni Zem Rodrigues, ex-genro de João Arcanjo Ribeiro.
O Comandante e as Penas
Apontado como o líder intelectual e financeiro do grupo, Giovanni Zem foi sentenciado a 9 anos, 5 meses e 5 dias de reclusão em regime fechado. O magistrado foi incisivo ao descrever a “culpabilidade exacerbada” de Zem, citando o alto volume de recursos que circulava em suas contas e nas empresas sob sua influência.
Além de Zem, outros três operadores foram punidos:
- Adelmar Ferreira Lopes: 7 anos e 6 meses de prisão (regime semiaberto).
- Marcelo Gomes Honorato: 7 anos e 6 meses de prisão (regime semiaberto).
- Agnaldo Gomes de Azevedo: 7 anos e 6 meses de prisão (regime semiaberto).
Absolvições e Confisco
Por outro lado, o juiz absolveu oito nomes por falta de provas robustas de envolvimento. Entre os inocentados estão Noroel Braz da Costa Filho, Sebastião Francisco da Silva e outros seis investigados que figuravam no processo da Operação Colibri.
Contudo, se a liberdade foi devolvida a alguns, o patrimônio do crime foi retido pelo Estado. A Justiça determinou o perdimento de bens que ostentavam o lucro da contravenção:
- Veículos: Uma Fiat Toro, um Toyota Corolla e um Chevrolet Onix.
- Luxo: Um relógio da marca Rolex.
- Financeiro: Valores em espécie e quantias bloqueadas via sistema Sisbajud.
A Destinação do Produto do Crime
A lógica da sentença é clara: asfixiar a estrutura econômica do grupo. Os bens de alto valor serão leiloados, com o dinheiro revertido para o Fundo Estadual de Segurança Pública (Fundepol). Equipamentos eletrônicos sem valor comercial serão destruídos ou doados.



