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Júlio Campos projeta chapa com 15 nomes e reforço na capital

A política mato-grossense entrou em sua fase de maturação técnica logo após o fechamento da janela partidária, ocorrido no último sábado (4 de abril de 2026). O deputado estadual Júlio Campos (União) assumiu a liderança na articulação da chapa proporcional, revelando que a prioridade imediata é transformar a estabilidade do partido em uma bancada recorde na Assembleia Legislativa (ALMT).

A Geometria da Chapa

A estratégia de Júlio é baseada em um binômio clássico: capital e interior. Para a Baixada Cuiabana, o nome da vereadora Michelly Alencar surge como a grande aposta de renovação e força de votos. Já no interior, o partido estruturou uma nominata com aproximadamente 15 pré-candidatos estratégicos, visando cobrir os principais polos regionais do estado.

“A minha candidatura é natural. Hoje o caminho é a reeleição, visando fortalecer o partido em várias regiões do estado”, pontuou Júlio.

Alianças Estratégicas: O Eixo União-MDB

Uma das revelações mais importantes de Júlio Campos foi a confirmação das tratativas avançadas com o MDB. A parceria visa apoiar a pré-candidatura de Janaína Riva ao Senado, criando uma frente ampla que une as duas maiores máquinas partidárias de Mato Grosso.

Aliança/CandidaturaCargo PretendidoStatus
Júlio CamposDeputado EstadualReeleição confirmada
Jayme CamposGovernadorCandidato natural (Convenção)
Janaína Riva (MDB)SenadoConversas avançadas
Michelly AlencarDeputada EstadualNome forte na capital

Independência Familiar

Apesar da proximidade histórica, Júlio fez questão de separar as trajetórias dele e de seu irmão, o senador Jayme Campos. Enquanto Jayme caminha para ser o nome natural do partido para o Governo do Estado — decisão a ser selada nas convenções —, Júlio foca no Legislativo, garantindo que as articulações majoritárias não interferirão no seu projeto de reeleição, a menos que haja uma “convocação excepcional” do partido.

Com a janela fechada e as peças posicionadas, o União Brasil agora volta suas baterias para a aceitação popular, sob o lema de que a eleição “depende do povo”.

Lucas Bellinello

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