Política

Julier afirma que saneamento básico em Cuiabá é “pouca vergonha”

O candidato a prefeito de Cuiabá e ex-juiz federal, Julier Sebastião da Silva (PDT), da coligação “Cuiabá: futuro e inclusão” (PDT, PT e PC do B), criticou as fraudes em licitações ocorridas na execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em entrevista na manhã desta segunda-feira (22) à TV Record, Julier afirmou que irá retomar a Sanecap e acabar com a ‘pouca vergonha’ do saneamento e esgoto.

De acordo com o candidato, que investigou as fraudes do PAC enquanto juiz federal em 2007, o esquema afetou as obras de saneamento básico. “E quem praticou foi a mesma turma envolvida neste recente escândalo da Secretaria de Educação do Estado. Mesmo modus operandi, mesma coisa, ligado ao mesmo candidato, o nosso adversário”, observou.

Julier garantiu que, se eleito, irá instituir novamente a Sanecap para que os serviços sejam universalizados tanto no fornecimento de água e tratamento do esgoto, como na administração. “Vamos falar abertamente com a população como vamos fazer este para retomar a Sanecap e isto faz parte do nosso plano de trabalho”, frisou Julier, ressaltando que é o único candidato que apresentou um plano de governo até o momento.

Operações

O candidato a prefeito Julier (PDT) atuou como juiz federal na Operação Arca de Nóe, iniciada em 2002, que desencadeou na prisão de João Arcanjo Ribeiro e todo o esquema relacionado ao crime organizado.

Em 2007, foi deflagrada a Operação Pacenas, que investigou um suposto esquema de licitações das obras de esgoto com o dinheiro do PAC. A operação foi arquivada por ter sido alegado que as escutas telefônicas não tinham autorização judicial.

Julier também foi alvo de uma investigação em 2013. A Operação Ararath investigava crimes contra administração pública e lavagem de dinheiro. Ele foi acusado de ter usado o cargo na 1ª Vara Federal para proferir sentenças beneficiando empreiteiras ligadas às obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A polícia realizou mandados de busca e apreensão no gabinete do magistrado, no entanto, a Justiça determinou a devolução dos documentos apreendidos no local. Quando perguntado sobre as acusações da suposta mesada de R$ 135 mil que teria sido paga aos juízes investigados na Ararath, Julier resumiu. “Eu posso dizer aos cuiabanos: confie no Julier, porque tem pulso firme, coragem e vai lutar pelos cuiabanos”.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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