A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, agendou uma nova data para o julgamento de envolvidos na morte da adolescente Maiana Mariano em dezembro de 2011. O júri, que já teve outros três agendamentos, está previsto para o dia 11 agosto, a partir das 8h. A previsão da Vara é que o julgamento se prolongue por mais de um dia devido ao número de pessoas arroladas como testemunhas. Vinte devem prestar depoimento.
As outras três datas foram suspensas porque o Tribunal de Justiça não havia providenciado o almoço das pessoas que participarão do júri popular. Desta vez, segundo a magistrada, o problema foi resolvido e foi possível marcar uma nova data.
A adolescente Maiana Mariano, 17 anos, foi morta por asfixia no dia 21 de dezembro de 2011 em uma chácara no bairro Altos da Glória, em Cuiabá. O corpo dela pela polícia no dia 25 de maio de 2012 na região da Ponte de Ferro.
Os acusados do crime são o empresário Rogério Amorim, com quem a vítima mantinha um relacionamento, Paulo Martins e Carlos Alexandre da Silva. Todos vão responder por homicídio qualificado (mediante pagamento para execução do crime, meio cruel e sem chance de defesa da vítima) e ocultação de cadáver.
Segundo o Ministério Público Estadual, à época do assassinato o Maiana e Rogério Amorim moravam juntos há cerca de cinco meses, e antes disso tiveram relacionamento extraconjugal durante um ano. O empresário é apontado como o mandante do crime. Ele teria pagado R$ 5 mil a Paulo Martins para cometer o assassinato. Paulo teria oferecido metade do dinheiro para Carlos Alexandre da Silva ajudar na execução.
Ainda conforme o Ministério Público, o assassinato ocorreu em uma emboscada. No dia, Rogério Martins teria pedido para a adolescente descontar um cheque de R$ 500 e depois levar o dinheiro para uma terceira pessoa na chácara onde ela foi assassinada.



