Jurídico

Juíza mantém prisão preventiva de investigado por crime de agiotagem em Mato Grosso

A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da Vara Especializada Contra o Crime Organizado, manteve a prisão preventiva de Clodomar Massoti, uma das oito pessoas presas na Operação Caporegime deflagrada dia 06 de fevereiro passado com a finalidade de desbaratar uma organização criminosa especializada em agiotagem em Mato Grosso.

Na decisão, com data de 27 de fevereiro de 2019, a magistrada alegou a presença de requisitos processuais previstos no Código Penal, além da ausência de fatos novos justificando a manutenção da prisão preventiva.

“Motivo pelo qual indefiro o pedido de revogação da prisão preventiva formulado pela defesa de Clodomar Massoti e por consequência mantenho o decreto preventivo”, sentenciou a juíza Ana Cristina Silva Mendes.

Clodomar recebeu ordem de prisão temporária que foi  posteriormente transformada em preventiva.

A Operação Caporegime foi realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) no interior de Mato Grosso. Foram presos preventivamente: João Claudinei Favato, Luis Lima de Souza, Edson Joaquim Luis da Silva, Luan Correia da Silva e Purcino Barroso Braga Neto, vulgo “Neto”.

Já os mandados de prisão temporária foram cumpridos contra José Paulino Favato, Caio Cesar Lopes Favato e Clodomar Massoti. De acordo com o Gaeco, os alvos da operação são suspeitos de integrar organização criminosa que atuava no ramo de agiotagem. Pesam contra eles suspeitas de práticas de diversos crimes, entre eles, tentativa de homicídio e extorsões.

Investigações indicaram que o grupo vinham atuando no interior do Estado há aproximadamente 10 anos. Os líderes da organização seriam João Claudinei Favato e o seu filho, Caio Cesar Lopes Favato, e também o seu irmão José Paulino Favato. Os demais são suspeitos de integrar a “célula” de cobrança.

Até o dia em que a operação foi deflagrada, o Gaeco já havia identificado sete vítimas. O caso chegou ao conhecimento do grupo em agosto de 2016. Durante as investigações, foi constatado que as vítimas pegavam dinheiro emprestado e pagavam juros de 4 a 5% ao mês. Na maioria das vezes, acabavam não conseguindo honrar os compromissos e eram obrigadas a transferir bens com valores bem superiores ao da dívida contraída.

O Gaeco investiga ainda suspeitas de lavagem de capitais, entre outros crimes. Durante a operação, foram apreendidos cheques, contratos, dinheiro em espécie, armas, barras de ouro e flagrante por porte ilegal de armas.

A operação

Caporegime (ou capodecina, também abreviado para capo) é um cargo de importância elevada na hierarquia de uma família da máfia italiana. O capo é o subchefe, esta abaixo apenas do Don (o padrinho) e do Consigliere (o conselheiro). Na operação deflagrada hoje, João Claudinei Favato seria o “Don”.

Durante a operação, foram cumpridas 23 ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão. Todos eles foram expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá (Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado) e foram cumpridos nas comarcas de Sinop, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Marcelândia e Alta Floresta.

Além dos policiais Civis e Militares, promotores de Justiça e delegados de Polícia do Gaeco, a operação contou com apoio do Comando Geral da Polícia Militar. Quarenta e seis policiais civis e militares participaram das ações.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.