A denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra oito pessoas acusadas de fraudes em contratos na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá foi acatada pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal. A decisão foi dada nesta quinta-feira (31).
O MPE, segundo a denúncia, aponta a existência de um grupo supostamente liderado pelo médico e ex-secretário Huark Douglas Corrêia que teria atuado no sentido de dificultar contratos com empresas concorrentes em favor de empresas de sua propriedade. Huark também é acusado de ter tentado atrapalhar as investigações.
Ainda segundo o MPE, o grupo teria se aproveitado de influência política e cargos na saúde pública para monopolizar contratações de serviços das empreas Prox, ProClin, Qualycare e Prox.
Além de Huark, que seria sócio oculto da Proclin e da Qualycare, seriam membros da organização Fábio Liberalli Weissheimer (ocupante de cargos e funções públicas, sócio oculto nas duas empresas e sócio da 3-C-Critical Care Cuiabá Serviços Médicos Ltda), Celita Natalina Liberalli (mãe de Fábio e responsável pelo gerenciamento financeiro da organização criminosa), Adriano Luís Alves Souza (funcionário alçado à condição de sócio para ocultar a presença de outros membros do grupo e administrador das empresas), Luciano Correia Ribeiro (sócio das empresas ProClin, Qualycare e Prox), e Fábio Alex Taques Figueiredo (administrador da ProClin).
Também foram denunciados o ex-secretário-adjunto de Saúde Flávio Alexandre Taques da Silva e Kedna Iracema Fontenele Servo Gouvea, funcionária da ProClin.
O caso
A Operação Sangria foi deflagrada em Cuiabá na manhã do dia 18 de dezembro de 2018 pela Polícia Judiciária Civil. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e quatro buscas e apreensão. Entre os alvos, três médicos, um gerente de licitação, um coordenador financeiro, parente, e funcionários das empresas prestadoras de serviços médicos hospitalares, e que estariam tentando obstruir as investigações.


