O juiz Murilo Mesquita acatou o pedido dos advogados do réu cabo Gerson Correa e marcou um novo interrogatório para 27 de agosto no caso das interceptações telefônicas, que ficou conhecida como Grampolândia Pantaneira.
Mesquita considerou que uma nova oitiva pode ser relevante para o desfecho do processo. O novo depoimento deve começar às 13h30 na Vara da Justiça Militar.
O magistrado também negou que o governador Pedro Taques e seu primo Paulo Taques testemunhem no caso. Segundo a decisão, este pedido já tinha sido em outras sessões de instrução em março deste ano e igualmente rejeitado pelo Conselho de Justiça. Paulo está proibido de depor por sigilo profissional e Pedro Taque tem o direito de permanecer em silêncio.
Os pedidos de quebra de sigilo telefônico do coronel Evandro Lesco, do Pedro e Paulo Taques também foram negados. Mesquita classificou a medida como desnecessária e que as informações poderão trazer somente eventuais indícios de provas. "Tal medida, nesta fase processual, não agregará provas relevantes à análise do mérito do processo", escreveu.
As decisões fazem parte de um requerimento interposto pelos advogados de Gerson no dia 03 de agosto. Estas solicitações foram feitos quase uma semana após a audiência em que Gerson confessou a sua participação nos esquemas de escutas telefônicas. Na ocasião, ele responsabilizou o primo do governador por arquitetar toda a operação para espionar adversários nas eleições de 2014.
Os advogados argumentaram que Gerson foi o último a ser interrogado em uma audiência que durou, no total, mais de 15 horas. O cabo foi o último a ser ouvido. Quando ele começou a confessar a sua participação no esquema, já era quase meia-noite e o depoimento só se encerrou às 5h da madrugada.
O momento trouxe "adiantado estado de fadiga" para Gérson. Para cliente e defesa, após analisar o conteúdo do interrogatório, as falas do cabo ficram "prejudicadas em alguns pontos a serem melhor esclarecidos e explicitados tanto para o órgão acusador bem como ao magistrado e os juízes coronéis". Por isso, a defesa pediu um novo interrogatório.
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