Política

Investigadores mantem greve e saúde retorna ao trabalho em Mato Grosso

Os investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso decidiram, por unanimidade de votos, pela continuidade da greve da categoria. Os policiais civis tomaram esta decisão com o apoio maciço de votos dos representantes da Capital e das subsedes do interior, depois de ouvirem uma exposição de motivos do presidente do Siagespoc, Cledison Gonçalves.

O presidente do Sindicato explicou que a questão da Revisão Geral Anual –RGA foi esvaziada no momento em que a Assembleia Legislativa aprovou o projeto apresentado pelo Governo. “Aquela era uma batalha política, que será mantida, porém agora no âmbito do Judiciário, que é o foro adequado para continuarmos reivindicando os nossos direitos”, disse Gonçalves.

O sindicalista disse entender que o Governo deve ouvir a categoria que ele representa sobre outros temas. “A partir desse momento nós faremos contato com o secretário da Secretaria de Gestão e com outros representantes do Governo do Estado para buscarmos entendimentos a respeito de outros assuntos que consideramos essenciais à categoria”, afirmou.

Ele acrescentou que os líderes de vários sindicatos integrantes do Fórum Sindical foram ouvidos por representantes do Governo, mas o Siagespoc não teve igual atenção. “A partir do momento em que o Governo nos ouvir e se posicionar frente às nossas proposições, aí então nós poderemos encerrar o movimento”, pontuou.

O reconhecimento da categoria como carreira de nível superior e outras questões como a nomenclatura da categoria e a exigência do curso de Direito para ingresso na carreira de policial civil são alguns pontos sobre os quais Cledison Gonçalves quer conversar com os representantes do Governo.  

Já na assembleia dos servidores da saúde foram 216 a favor contra 143 que queriam manter a greve. Os votos do interior ainda serão contabilizados neste sábado (2), de acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), Marcio Rios.

O sindicalista alega que o que pesou mais na decisão de encerrar a paralização foi o peso das multas aplicadas pela Justiça por conta das ações judiciais propostas pelo Governo.

Ele avalia que a manutenção do movimento, mediante a judicialização da greve, tem um custo alto para os grevistas, porque implica em possíveis multas e outras custas judiciais.

Redação

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