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Integrantes de facção que arrancaram cabeça de jovem em disputa pegam mais de 54 anos de cadeia

Dois criminosos denunciados pelo assassinato de um jovem em Sorriso (420 quilômetros de Cuiabá) foram condenados pelo Tribunal do Júri da comarca local a penas que, somadas, ultrapassam 54 anos de prisão. O crime, motivado por uma disputa entre facções criminosas, envolveu integrantes do Comando Vermelho contra a vítima, que teria ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O jovem, identificado como Eleandro Brandino, conhecido pelo vulgo “Profeta”, foi decapitado após ser submetido a um chamado “tribunal do crime”.

Alison Antônio Silva Vieira foi condenado a 27 anos de reclusão, enquanto Washington Luiz Matias Sanches recebeu pena de 27 anos e 7 meses, ambos em regime inicial fechado. Eles foram considerados culpados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, praticados entre os dias 17 e 18 de janeiro de 2024.

Durante o julgamento, o Ministério Público de Mato Grosso, representado pelos promotores Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), sustentou que a vítima foi capturada e levada para uma área de mata nos fundos de um estabelecimento comercial, onde foi agredida com arma branca antes de ser morta. O corpo foi enterrado em covas distintas para dificultar as investigações.

O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do concurso de agentes. Os jurados também acataram a acusação de ocultação de cadáver, entendendo que houve tentativa deliberada de impedir a elucidação do crime.

Ao final da sessão, o Ministério Público destacou que a decisão reafirma a atuação firme do Tribunal do Júri no enfrentamento a execuções promovidas por facções criminosas. Segundo os promotores, a condenação demonstra que não há espaço para a imposição de uma suposta “justiça paralela” no estado.

joaofreitas

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