Um incêndio de grandes proporções atinge uma empresa de logística e transporte no Jardim Picerno, em Sumaré (SP), no interior do estado de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (6). A empresa armazena plástico. Não há informações de feridos, segundo os bombeiros.
O fogo começou por volta das 3h20, segundo os brigadistas. O depósito mais atingo já foi destruído e, por volta das 6h40, os bombeiros tentavam resfriar o segundo depósito. Algumas explosões foram ouvidas e uma parte da estrutura desabou.
De acordo com os bombeiros, como tem plástico armazenado, ocorrem estas explosões. Também há informações de gás de cozinha usado em empilhadeiras e garrafas de oxigênio, o que preocupam os combatentes das chamas. Bombeiros de empresas vizinhas estão se deslocando para atuar no incêndio.
Outras empresas vizinhas estão resfriando as paredes dos imóveis para impedir que o fogo se espalhe. O calor provocado pelo incêndio nos arredores é muito forte, segundo as pessoas que estão trabalhando para controlar o incêndio. Os bombeiros estão solicitando uma espuma especial para tentar conter as chamas.
Funcionários retirados
De acordo com testemunhas e o Corpo de Bombeiros, os funcionários da empresa de logística e transporte de plástico foram retirados a tempo após o início do fogo.
Fumaça vista de longe
O fogo e a coluna de fumaça podem ser vistos da Rodovia Anhanguera (SP-330) e de cidades vizinhas de Sumaré, como Nova Odessa.
Um posto de combustíveis ao lado da empresa atingida foi interditado nesta manhã e está proibido de comercializar gasolina e outros tipos de derivados devido ao risco de explosão.
Vizinhos assustados e fumaça
Vizinhos da transportadora atingida pelo incêndio acordaram assustados com o grande incêndio. A dona de casa Gabriela Amorim, que mora em Sumaré há 20 anos, diz que nunca viu algo parecido na cidade.
Ela conta que por volta das 5h30, a dela filha, ao sair para trabalhar, a chamou assustada. “Ela me disse :‘mãe! Está pegando fogo, corre aqui pra ver’. Assim que eu saí de casa, vi uma fumaça intensa e fiquei muito assustada”, relata Gabriela.
O autônomo Carlos Suvart, que mora a duas ruas do local atingido, diz que às 4h a fábrica já havia sido consumida pelas chamas.
“Mesmo de noite, dava para ver a fumaça por causa das labaredas. Naquela hora, já tinha bastante gente trabalhando, mas agora [às 10h] parece que o fogo até aumentou. A fumaça está muito forte”, detalha Suvart.
Segundo ele, quase todos os barracões da empresa já foram atingidos, e a preocupação é de que as chamas não cheguem às residências.
“Tem bastante casa em volta, é um bairro residencial. Eu espero que não atinja nenhuma”, diz.
“A gente está um pouco longe porque disseram que tem risco de explosão. É um bairro que tem muita família, tem que controlar para não atingir as casas”, reforça a dona de casa Gabriela.


