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Houthis confirmam morte do primeiro ministro rebelde após ataque israelense na quinta-feira

Os Houthis, apoiados pelo Irã, afirmaram hoje que um ataque aéreo israelense matou, na quinta-feira, 28, o primeiro-ministro do governo do Iêmen controlado pelos rebeldes, Ahmed al-Rahawi. O ataque de Israel à cidade de Sanaa também matou diversos ministros, segundo os rebeldes.

Al-Rahawi, que servia como primeiro-ministro do governo liderado pelos Houthis desde agosto de 2024, foi morto durante um workshop de rotina realizado pelo governo para avaliar suas atividades e desempenho ao longo do último ano, afirmou o comunicado dos rebeldes.

O exército israelense disse na quinta-feira que “atingiu precisamente um alvo militar do regime terrorista Houthi na área de Sanaa, no Iêmen.”

Os Houthis vêm lançando repetidamente mísseis contra Israel durante a guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza.

O grupo afirma que os ataques têm como objetivo demonstrar solidariedade com os palestinos. Embora a maioria dos mísseis lançados pelo Iêmen seja interceptada por Israel ou se fragmentem no ar, isso pouco tem dissuadido os ataques.

No início da semana, ataques israelenses atingiram várias áreas de Sanaa, deixando pelo menos 10 mortos e 102 feridos, segundo o ministério da saúde e autoridades do governo Houthi.

Quem são os Houthis?
Os Houthis, militantes xiitas que lutam contra o governo do Iêmen há cerca de duas décadas, tomaram Sanaa em 2014, forçando o governo internacionalmente reconhecido a fugir para a cidade de Áden, no sul do país.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou uma intervenção militar para expulsar os militantes, mas falhou, deixando os Houthis no poder no norte do Iêmen, onde governam a maior parte da população e desencadearam uma guerra civil que já matou centenas de milhares de pessoas e resultou em uma das piores crises humanitárias do mundo.

Os Houthis construíram sua ideologia com base na oposição a Israel e aos Estados Unidos, vendo-se como parte do “eixo de resistência” liderado pelo Irã, juntamente com o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza e o Hezbollah no Líbano.

Sua ideologia é refletida no slogan da bandeira do grupo: “Alá é grande, morte à América, morte a Israel, maldição aos judeus, vitória ao Islã”.

Estadão Conteudo

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