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Harley apresenta modelo que não se parece com Harley

A Harley-Davidson apresentou no início de fevereiro o conceito RMCR, uma motocicleta que resgata a tradição das café racers da marca, mas usando a plataforma moderna da fabricante americana. As café racers surgiram no Reino Unido entre os anos de 1950 e 1960. Eram motos de produção modificadas, com o objetivo de deixá-las mais leves e rápidas, de uso muito comum em pontos de encontro, muitas vezes entre cafés – daí o nome. O uso era basicamente urbano.

A sigla significa Revolution Max Café Racer, e o projeto foi revelado discretamente durante o Mama Tried Motorcycle Show, evento realizado em Milwaukee, nos Estados Unidos.

O modelo é um protótipo único, sem confirmação de produção em série, mas indica uma possível direção da Harley-Davidson para motos mais esportivas e compactas.

Essas motos costumavam ter guidão baixo, banco monoposto com rabeta elevada, pedaleiras recuadas e carenagem frontal pequena, privilegiando uma posição de pilotagem esportiva e um visual minimalista focado em desempenho.

Inspiração

O conceito se inspira diretamente na Harley-Davidson XLCR, café racer lançada no fim da década de 1970. Na época, a XLCR teve vendas limitadas e acabou se tornando peça de colecionador.

A RMCR, porém, usa uma abordagem mais moderna ao combinar o estilo clássico das café racers com a mecânica atual da marca.

Entre os elementos visuais que remetem ao modelo histórico estão carenagem frontal do tipo “bikini fairing”, posição de pilotagem mais esportiva, rabeta elevada e acabamento predominantemente escuro.

“Bikini fairing” é o nome dado a uma pequena carenagem instalada na parte frontal da moto, geralmente envolvendo apenas o farol e a área do painel. Diferentemente das carenagens completas usadas em motos esportivas, ela tem função principalmente estética, ajudando a desviar parte do vento do piloto em altas velocidades e reforçando o visual esportivo – recurso comum em café racers e nakeds (motos sem carenagem) das décadas de 1970 e 1980.

Motor de 150 CV

A base técnica da RMCR utiliza o motor Revolution Max 1250 cm3, o mesmo da aventureira Pan America 1250. Nesse conjunto, o motor de dois cilindros em V gera 150 cv de potência e 13 kgfm de torque. Como comparação, a potência é equivalente à do motor 1.4 turbo do VW T-Cross e o torque é superior ao de motores 1.0 aspirados.

O propulsor é montado em uma arquitetura que pode derivar do chassi da própria Pan America, embora a Harley-Davidson não tenha confirmado oficialmente os detalhes da estrutura.

O conceito traz diversos componentes personalizados, incluindo carenagens com detalhes de fibra de carbono, escapamento esportivo Akrapovic – os mais baratos custam R$ 8 mil no Brasil -, rodas esportivas e suspensão invertida.

Um detalhe curioso aparece na tampa do cubo traseiro: um ícone de xícara de café, referência direta ao estilo da moto.

A RMCR é apresentada como conceito. Ainda assim, o projeto indica que a Harley-Davidson – finalmente – avalia explorar novos formatos de motos além das tradicionais estradeiras, dando uma pista de que podem ampliar o portfólio.

Estadão Conteudo

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