O GWM Ora 5 chegará ao Brasil neste ano. O Jornal do Carro apurou em Las Vegas (EUA), durante a CES (Consumer Electronics Show), que o SUV será lançado para ampliar a oferta de veículos 100% elétricos da fabricante chinesa no País.
Derivado do hatch Ora 03, o modelo preserva as linhas retrofuturistas do irmão, bem como os faróis arredondados e as lanternas embutidas no vidro traseiro. O SUV conta com sensores LiDAR no teto – componentes que otimizam a capacidade do Ora 5 de detectar veículos, pedestres e placas de sinalização.
No interior, a central multimídia flutuante incorpora os controles do ar-condicionado. O modelo dispõe de volante de dois raios, quadro de instrumentos digital de dez polegadas, iluminação ambiente personalizável, carregador de smartphone por indução e revestimento de tecido no painel.
O GWM Ora 5 tem 4,47 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,64 m de altura e 2,72 m de entre-eixos. São medidas mais generosas que as do hatchback Ora 03. Como comparação, o BYD Yuan Plus mede 4,45 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,61 m de altura e os mesmos 2,72 m de entre-eixos. Já o Geely EX5 é um pouco maior, com 4,61 m, 1,90 m, 1,67 m e 2,75 m, respectivamente.
O Ora 5 é movido por um motor elétrico de 204 cv de potência e 26,5 kgfm de torque. O SUV oferece duas opções de bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP), com capacidades de 45,3 kWh e 58,3 kWh. A autonomia varia entre 480 km e 580 km, de acordo com o ciclo chinês CLTC.
‘Polivalente’
A chegada do Ora 5 reforça a estratégia de diversificação de powertrain da montadora no mercado local. No entanto, Adam Thomson, diretor técnico da GWM, fez questão de salientar que o Ora 5 é um produto “polivalente”. “A plataforma do SUV permite que ele tenha tipos distintos de motorização, seja elétrica, a gasolina, a diesel, híbrida ou híbrida plug-in”, afirmou.
Embora ainda não exista uma data definida para a estreia, o Ora 5 faz parte do pacote de 12 lançamentos da GWM previstos para o mercado brasileiro e deve ser apresentado oficialmente no segundo semestre deste ano.
Supercarro
A montadora também vem trabalhando em um supercarro. Executivos da fabricante já anteciparam que pretendem fazer um veículo superior à Ferrari SF90. Com passagem pela McLaren, Thomson comentou que a GWM pretende fugir da receita de outras montadoras do país asiático. “Não acho que a indústria chinesa ainda tenha produzido um hipercarro. O que temos são opções puramente elétricas, pesadas, com autonomia insuficiente e comportamento que foge da proposta”, afirmou, sem citar o concorrente Yangwang U9, da BYD.
O executivo ressaltou que aprova a diversidade de tecnologias, mas que a GWM vê na seara de supercarros espaço para conjuntos híbridos em vez dos modelos puramente elétricos. Thomson disse que ainda não definiu qual será o conjunto propulsor do supercarro, nem adiantou outras informações acerca de especificações técnicas, mas disse que o caminho que une motor a combustão a auxílio elétrico é “muito interessante”.
O diretor técnico aposta em relação peso/potência. “Não adianta você ter números impressionantes de um lado se o carro, por outro, for muito pesado”, comentou.
Espera-se, portanto, uso de fibra de carbono na construção do supercarro. A fabricante admitiu há algum tempo que já trabalhava no desenvolvimento do material, mas não revelou se este serviria ao seu ambicioso projeto.
De acordo ele, o supercarro será o primeiro fruto de uma nova submarca da companhia. A expectativa é a de que a GWM apresente seu supercarro ainda neste ano.
*O repórter viajou a convite da GWM


