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Guimarães Rosa: 12 frases para manter viva a memória do autor de ‘Grande Sertão: Veredas’

A demolição de uma casa em Curvelo, Minas Gerais, associada à trajetória de João Guimarães Rosa, reacendeu uma discussão antiga e incômoda sobre a forma como o Brasil lida com a própria memória cultural. Quando os espaços físicos são reduzidos a escombros, resta perguntar o que permanece de um autor cuja obra ajudou a reinventar a língua e o imaginário nacional.

Guimarães Rosa talvez respondesse com uma de suas frases mais conhecidas: “O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.”

Entre amor, dúvida, fé, alegria e travessia, suas frases abordam a vida, o entusiasmo e a morte de maneira leve e que faz o leitor refletir. São fragmentos de uma arquitetura literária complexa e portas de entrada para uma obra que pede releitura constante.

Guimarães Rosa, a demolição e a perda da memória

Guimarães Rosa é autor de obras como Sagarana, Grande Sertão: Veredas, Corpo de Baile, Primeiras Estórias e Tutameia, livros que redefiniram a narrativa brasileira ao combinar experimentação linguística e densidade filosófica.

A seguir, reunimos 12 frases que ajudam a entender por que Guimarães não é apenas um autor do passado, mas uma presença ativa na cultura brasileira.

“Viver é muito perigoso”.

“Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”.

“Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”.

“O mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando”.

“O que a vida quer da gente é coragem”.

“O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza”.

“As pessoas não morrem, ficam encantadas… a gente morre é para provar que viveu”.

“A vida não é entendível”.

“Felicidade se acha é só em horinhas de descuido”.

“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa”.

“Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?”

“O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”

Estadão Conteudo

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