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Governo prometeu sedãs baratos e econômicos

A combalida indústria de veículos da Venezuela contou, ao longo dos anos, com algumas tentativas de redenção. Entre elas está o lançamento da Venirauto Industrias C.A. Os carros da empresa iraniana, que chegaram ao país em 2006, pelas mãos do então presidente, Hugo Chávez, voltaram às ruas em 2022 como parte de um projeto do governo de Nicolás Maduro, preso no sábado passado e levado aos EUA.

Segundo Maduro, a ideia era oferecer veículos acessíveis à população. O investimento seria feito pela Iran Khodro (Ikco) e pela Saipa, duas das maiores fabricantes do setor no Oriente Médio. Não por acaso, o nome da marca é uma junção de partes de três palavras: Venezuela, Irã e Automóveis.

Há anos a Venezuela enfrenta uma grave crise econômica. Como resultado, boa parte da população não tem dinheiro sequer para comprar produtos básicos, como alimentos. Ainda assim, o governo pretendia retomar a produção de carros.

A ideia inicial é de que os preços dos modelos da Venirauto partissem de US$ 12 mil, ou pouco mais de R$ 60 mil na conversão direta atual.

Ao anunciar a volta da Venirauto ao país, Maduro informou que os carros da marca podiam rodar, em média, cerca de 14,2 km com um litro de gasolina. Os interessados poderiam contar com facilidade de financiamento por meio do banco nacional, com juros fixos e subsidiados.

Conforme o governo venezuelano, seriam oferecidos dois sedãs, o Tara e o Dena, montados na fábrica da marca em Maracay, no Estado de Aragua. Em ambos, o motor seria 1.6 a gasolina de 113 cv de potência. O Tara é de origem Peugeot e o Dena é um projeto criado para o mercado iraniano.

Estadão Conteudo

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