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Governo anuncia medidas para enfrentar inflação dos alimentos

Com os alimentos pressionando a inflação – e, por consequência, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, o governo anunciou na noite desta quinta-feira, 6, medidas tentar baixar os preços. Elas foram apresentadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e incluiu redução de imposto de importação de alguns produtos e aceleração no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi).

“O Ministério da Agricultura já passou de 300 para 1,5 mil de Sisbs. A meta é chegar em 3 mil”, declarou Alckmin.

Esse sistema funciona com uma espécie de municipalização da inspeção, descentralizando o trabalho e acelerando as inspeções. O vice-presidente mencionou produtos como leite e mel entre os prováveis envolvidos nessa aceleração.

Alckmin disse que Lula aprovou uma série de medidas sobre o tema, e que os anúncios desta quinta-feira, 6, seriam apenas o primeiro pacote delas. Lula teve reunião com ministros sobre o assunto. Depois, os auxiliares do presidente da República conversaram com representantes do setor produtivo – e os anúncios vieram em seguida.

O anúncio ocorreu após reunião de Alckmin e de ministros com representantes do agronegócio para discutir estratégias que possam resultar em queda de preços.

Pela manhã, Alckmin havia se reunido com um grupo de ministros para debater medidas de combate à alta do preço dos alimentos. A agenda, que durou cerca de três horas, foi para alinhar as ações que seriam apresentadas ao presidente.

Os chefes das pastas avaliaram que o plano de iniciativas já estava maduro o suficiente para já ser levado ao chefe do Executivo. Diante disso, ministros se reuniram no começo da tarde com Lula para apresentar as sugestões.

No ano passado, a inflação brasileira teve alta de 4,83%, puxada principalmente pelo grupo Alimentação e Bebidas, que subiu 7,69%. Dentro desse grupo, o item “alimentação no domicílio” teve alta de 8,23% – depois de uma queda de 0,5% em 2023.

Participaram da reunião também com os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

Do lado das empresas, foram convidados representantes das associações brasileiras de Proteína Animal (ABPA), das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), da Indústria de Alimentos (Abia), das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e de Supermercados (Abras), além da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

Estadão Conteudo

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