O que começou como um apelido informal durante um encontro de Carnaval tornou-se pauta de desenvolvimento regional em Mato Grosso. O ministro do STF, Gilmar Mendes, e seu irmão, o prefeito de Diamantino, Chico Mendes, vieram a público para desmistificar o nome ‘Gilmarlândia’. Segundo eles, o termo foi uma “brincadeira” do empresário Eraí Maggi que não reflete a seriedade do projeto: a criação de um novo distrito estruturado para atender trabalhadores de grandes fazendas.
A Estrutura do Novo Núcleo
O projeto nasce da necessidade de romper com o isolamento das famílias que moram dentro de propriedades rurais. A ideia é transformar a doação de 100 hectares feita pelo ministro em um ambiente urbano completo, contando com:
- Espaços Religiosos e Sociais: Construção de igrejas e centros comunitários.
- Lazer e Cultura: Instalação de clubes e cinemas para o público rural.
- Mobilidade: Criação de um ponto de apoio centralizado para evitar que as famílias fiquem reclusas nos limites das propriedades.
O Rito de Emancipação
A estratégia jurídica e administrativa para a região segue um cronograma de longo prazo, buscando não onerar os “municípios-mães” (Diamantino e São José do Rio Claro):
- Associação de Moradores: Gestão inicial via iniciativa privada e moradores.
- Consolidação como Distrito: Reconhecimento legal pelas prefeituras e aporte do Governo do Estado.
- Fusão e Emancipação: O objetivo final é a criação de um novo município independente, pautado pelo potencial econômico das usinas e do agronegócio local.
Articulação Política
O apoio do Governo de Mato Grosso é evidente pela presença de figuras como o vice-governador Otaviano Pivetta e o presidente da ALMT, Max Russi, nas discussões. O desafio agora é técnico: definir a qual município o distrito pertencerá inicialmente, visto que a área é equidistante e atinge territórios vizinhos.
Para os Mendes, o foco é o “conforto e a dignidade” das crianças e trabalhadores. “A gente é a favor do desenvolvimento”, resumiu o prefeito Chico Mendes, sinalizando que a burocracia territorial será superada pelo pragmatismo do crescimento estadual em 2026.



