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Galípolo reconhece ‘melhora’ no cenário inflacionário, mas reitera ‘parcimônia e cautela’

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reconheceu nesta segunda-feira, 9, que houve uma “melhora” no cenário inflacionário desde o momento em que a autoridade monetária optou por interromper a escalada da Selic e mantê-la em 15% por um período “bastante prolongado”. “Existe a necessidade de se reconhecer que houve melhora entre período que concluímos a alta de juros e agora. Existe melhora nas expectativas e na inflação corrente”, afirmou, durante evento sobre estabilidade financeira organizado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

Galípolo explicou que a inflação se “comportou melhor” em um ambiente de Selic restritiva do que se esperava, mas que a atividade econômica também se mostra resiliente.

“Temos evidências de mercado de trabalho apertado”, ressaltou o presidente do Banco Central.

Ele acrescentou que a política monetária atravessou diferentes momentos. Primeiro, houve a elevação de juros, em um cenário em que as expectativas de inflação “namoravam” com o nível de 6%. Naquela época, a inflação de alimentos chegou perto de 17%, lembrou.

‘Parcimônia e cautela’.

O presidente do Banco Central reiterou, contudo, a posição de “parcimônia e cautela” na política monetária, para garantir a convergência da inflação à meta. Apesar de ver “melhora” na situação inflacionária, Galípolo destacou que as expectativas acima da meta “incomodam bastante”, enquanto os dados ainda indicam uma economia resiliente.

“Esta não é a volta da vitória, porque há dados mostrando resiliência econômica”, afirmou o presidente do BC.

Galípolo explicou que os riscos associados à política econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se materializaram, mas não conforme o esperado.

Segundo ele, surgiu um cenário em que há uma “correlação inusitada” em momentos de aversão ao risco, que agora se revela benigna para mercados emergentes. “Isso é contraintuitivo ao que espera”, ressaltou.

Neste ambiente, o Brasil é visto “como proteção” para investidores por menor ligação com os Estados Unidos no cenário tarifário, disse Galípolo.

Estadão Conteudo

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